domingo, 20 de agosto de 2017

SEXUALIDADE NA UMBANDA

Novamente abordando este tema tão cheio de dúvidas por parte de muitos médiuns, frequentadores e simpatizantes, até porque nos dias de hoje poucas casas, terreiros abordam o sexo em suas doutrinas, desconhecendo ou esquecendo-se que o sexo interfere diretamente na vida dos praticantes de qualquer religião, inclusive a nossa umbanda e nossos trabalhos.


Dentro umbanda e até de alguns candomblés é comum a expressão 'corpo sujo'. Mas afinal fazer sexo é sujar o corpo? Por que é importante o resguardo, o preceito de sexo para uma sessão e para determinadas obrigações? Fazer sexo não é sujar o corpo, fazer sexo é conhecer o próprio corpo e o corpo alheio, é obter prazer carnal mesclando sentimentos, aumentando laços com quem se pratica. Faz parte da nossa natureza, assim Zâmbi nos criou. Enquanto matéria possuímos desejos sexuais, basta observarmos a natureza, os animais. Porém é óbvio que o mau uso desta energia e deste desejo de energia sexual, pode nos aproximar de espíritos inferiores e nos causar muitos transtornos espirituais. O mau uso se dará a partir do momento em que o sexo for objeto de interesses maiores, distantes dos preceitos que pedimos em nossas doutrinas e que não podem se apresentar mentalmente dentro de um terreiro, templo etc., quando essa energia é usada para destruição ao invés da construção, como profissão, exagerado e/ou sem limites, neste caso a pessoa pode estar sendo vítima de obsessão ou atrairá obsessores viciados e presos à energia sexual até ela, inclusive quando alguém alimenta desejos ‘’estranhos’’ demais ás suas necessidades sexuais, ali pode estar acontecendo uma vampirização sexual.


È importante salientar que obviamente, a casa de umbanda não discrimina a opção sexual de ninguém, porém sabemos que algumas alterações, desvios e desejos incontroláveis principalmente os proibidos dentro da esfera da casa, envolvendo frequentadores, consulentes e médiuns, tem explicação dentro da espiritualidade e as vezes propósitos astrais.


Mas se o sexo tem toda essa energia positiva, por que ele é proibido antes de trabalhos mediúnicos na umbanda e obrigações? Simples; o sexo traz um gasto de energia física, que poderia ser utilizada pelas entidades em trabalhos sérios, o sexo também traz uma troca de energia com quem se pratica, dessa forma, essa mistura de energia pode ser negativa para um trabalho espiritual, além do sexo nos deixar muito próximos da matéria e longe das energias espirituais por estarmos presos ao prazer do corpo. Dessa forma é regra em algumas casas da religião, o preceito de sexo 24 h antes de uma sessão ou culto, como pedimos aqui.


O preceito vai de acordo com o tipo de trabalho á ser realizado, pela exigência de uma entidade, variando  de casa para casa.


Como já dito em doutrina o preceito após o gira ou culto se dá pelo motivo de que neste período as energias boas que estão sendo recebidas pelo espírito e pelo corpo precisam de um certo tempo para serem assentadas, para que os nossos chackras possam ser limpos e revitalizados e o médium possa desfrutar um pouco mais de tempo de todo o axé que veio buscar.


A energia sexual nesses casos poderia interromper esse processo, por ser intensa e ligada ao corpo,da mesma forma restringimos o uso de carne animal antes de trabalhos , para que o corpo esteja o mais 'leve' possível. Sabemos bem, que carnes vermelhas demoram a serem digeridas. Muito de nossa energia é gasta nesse processo. É importante ressaltar de que a umbanda não é uma religião ligada à bíblia, enxergo a bíblia como um livro importante sim, mas devemos estar atentos de que muito escrito nela foi escrito por homens, como nós e é comum quando escrevemos, impor ideias e visões nossas, que muitas das vezes não são as de Deus, certo?! Logo nem a umbanda e nem o candomblé vêm como aberração e pecaminosos relações e relacionamentos sexuais, de quaisquer natureza, hetero ou homossexuais, desde que o respeito e o bom senso imperem.


Quando falo na relação de toda a abrangência sexual na vida mediúnica, se deve pela enorme quantia de gente desavisada que culpa a umbanda por seus exageros ou deslizes sexuais, acho ridículo médiuns que creditam ao seu Exú ou Pombogira todas as insanidades e exageros sexuais de sua vida.


Há anos venho divulgando e brigando para informar basicamente que a Pomba-gira não é meretriz, prostituta mulher de programa, vadia, baixo nível e etc. (tenho muito respeito pelas prostitutas, até mesmo porque, respeito muito a figura da mulher e suas características pessoais). Tais substantivos são utilizados apenas para denegrir e em alguns casos para vender a falta de vergonha na cara que alguns médiuns estabeleceram como bandeira de trabalho. È de doer, saber que muitos pseudo médiuns se arvoram na figura das SENHORITAS POMBAS-GIRAS, apenas para fomentar a sua sede sexual destemperada e muito das vezes desequilibradas.


Já basta a o sexo gratuito e sem vergonha que encontramos na web e na televisão, bem como a situação em que vivem muitas crianças e jovens espalhadas por este ‘’brasilzão’’ a fora. Alimentar a figura de um espírito como o das pombas-gira com uma série de características que não lhe pertencem, apenas pela conotação sexual, que alguns KIUMBAS (Espíritos Renitentes), vem impondo à consciência dos marmoteiros e despreparados mentalmente, o que é uma grande desgraça, diga-se de passagem.


Por isso filhos e filhas desta e de todas as casas de boa fé, cuidado, pois se cultivarem suas vidas de modo profano, enorme é o perigo das ciladas e armadilhas sexuais, as quais existem por ai á torto e a direito e que andam desgraçando a vida de muitas famílias de santo e de muitos terreiros. e, neste caso não excluo ninguém, lembrando de que você qualquer dia destes, possa se encontrar fomentando a mentira, o animismo vicioso, o fetichismo desvairado apenas para alimentar a sua sanha sexual desequilibrada. Pense nas desgraças que tal atitude traz para as pessoas que passam por sua vida e o risco que você corre ao assumir estes desmandos, muito das vezes até por obra de um “bom” obsessor que lhe comanda a vontade.


Sexo é bom quando a pessoas são boas, perversão não é sexo, é desequilíbrio necessitando de reforma. Para finalizar, lembrem-se do que sempre digo á todos: Suas vidas devem ser intensas o suficiente para que não haja a necessidade de transformar sua casa, seu terreiro em ponto de encontro para suas aventuras amorosas ou sexuais.



A DEUSA INTERIOR 


Pombagira de Umbanda

A Pombagira não é considerada uma Deusa mas o seu arquétipo é baseado em Deusas como Lilith e no aspecto escuro de Afrodite (Afrodite Pandemus mais ligada as paixões humanas).


Na Umbanda, a entidade espiritual que se manifesta incorporada em suas médiuns está fundamentada num arquétipo desenvolvido à partir da entidade Bombogira, originária do culto Angola.


Nos cultos tradicionais oriundos da Nigéria não havia a entidade Pombagira ou um Orixá que a fundamentasse.


Mas, quando da vinda dos nigerianos para o Brasil (isto por volta de 1800), estes aqui encontram-se com outros povos e culturas religiosas e assimilam a poderosa Bombogira angolana que, muito rapidamente, conquistou o respeito dos adoradores dos Orixás.


Com o passar do tempo a formosa e provocativa Bombogira conquistou um grau análogo ao de Exu e muitos passaram a chamá-la de Exu Feminino ou de mulher dele.


Mas ela, marota e astuta como só ela é, foi logo dizendo que era mulher de sete exus, uma para cada dia da semana, e, com isso, garantiu sua condição de superioridade e de independência.


Na verdade, num tempo em que as mulheres eram tratadas como inferiores aos homens e eram vítimas de maus tratos por parte dos seus companheiros, que só as queriam para lavar, passar, cozinhar e cuidar dos filhos, eis que uma entidade feminina baixava e extravasava o 'eu interior' feminino reprimido à força e dava vazão à sensualidade e à feminilidade subjugadoras do machismo, até dos mais inveterados machistas.


Pombagira foi logo no início de sua incorporação dizendo ao que viera e construiu um arquétipo forte, poderoso e subjugador do machismo ostentado por Exu e por todos os homens, vaidosos de sua força e poder sobre as mulheres.


Pombagira construiu o arquétipo da mulher livre das convenções sociais, liberal e liberada, exibicionista e provocante, insinuante e desbocada, sensual e libidinosa, quebrando todas as convenções que ensinavam que todos os espíritos tinham que ser certinhos e incorporarem de forma sisuda, respeitável e aceitável pelas pessoas e por membros de uma sociedade repressora da feminilidade.


Ela foi logo se apresentando como a "moça" da rua, apreciadora de um bom champagne e de uma saborosa cigarrilha, de batom e de lenços vermelhos provocantes.


"O batom realça os meus lábios, o rouge e os pós ressaltam minha condição de mulher livre e liberada de convenções sociais".


Escrachada e provocativa, ela mexeu com o imaginário popular e muitos a associaram à mulher da rua, à rameira oferecida , e ela não só não foi contra essa associação como até confirmou: "É isso mesmo"!

E todos se quedaram diante dela, de sua beleza, feminilidade e liberalidade, e como que encantados por sua força, conseguiram abrir-lhe o íntimo e confessarem-lhe que eram infelizes porque não tinham coragem de ser como elas.


Aí punham para fora seus recalques, suas frustrações, suas mágoas, tristezas e ressentimentos com os do sexo oposto.


E a todos ela ouviu com compreensão e a ninguém negou seus conselhos e sua ajuda num campo que domina como ninguém mais é capaz.


Sua desenvoltura e seu poder fascinam até os mais introvertidos que, diante dela, se abrem e confessam suas necessidades.


Quem não iria admirar e amar arquétipo tão humano e tão liberalizado de sentimentos reprimidos à custa de muito sofrimento?


Pombagira é isto.


É um dos mistérios do nosso divino criador que rege sobre a sexualidade feminina.


Critiquem-na os que se sentirem ofendidos com seu poderoso charme e poder de fascinação.Ela é a Kundalini Sagrada e em seu estado mais elevado quando se encontra repleta de Luz, pertence à Corrente Astral de Afrodite, atuando até mesmo como Eros.


Amem-na e respeitem-na os que entendem que o arquétipo é liberador da feminilidade tão reprimida na nossa sociedade patriarcal onde a mulher é vista e tida para a cama e a mesa.


Saibam que assim como a mulher não é só para estes afazeres, a Pombagira também não se presta apenas a atender pedidos e realizar desejos. Antes ela é um desafio que requer de nós compreensão e ajuda-nos a evoluir nossa espiritualidade por meio de nossos sentimentos.


Com isso feito, críticas contrárias à parte, o fato é que o arquétipo se impôs e muita gente já foi auxiliada pelas "Moças da Rua", as companheiras de Exu.


A espiritualidade superior que arquitetou a Umbanda sinalizou à todos que não estava fechada para ninguém e que, tal como Cristo havia feito, também acolheria a mulher infiel, mal amada, frustrada e decepcionada com o sexo oposto e não encobriria com uma suposta religiosidade a hipocrisia das pessoas que, "por baixo dos panos", o que gostam mesmo é de tudo o que a Pombagira representa com seu poderoso arquétipo.


Aos hipócritas e aos falsos puritanos, pombagira mostra-lhes que, no íntimo, ela é a mulher de seus sonhos... ou pesadelos, provocando-o e desmascarando seu falso moralismo, seu pudor e seu constrangimento diante de algo que o assusta e o ameaça em sua posição de dominador.


Esse arquétipo forte e poderoso já pôs por terra muito falso moralismo, libertando muitas pessoas que, se Freud tivesse conhecido, não teria sido tão atormentado com suas descobertas sobre a personalidade oculta dos seres humanos.


Mas para azar dele e sorte nossa, a Umbanda tem nas suas Pombagiras, ótimas psicólogas que, logo de cara, vão dando o diagnóstico e receitando os procedimentos para a cura das repressões e depressões íntimas.


Afinal, em se tratando de coisas íntimas e de intimidades, nesse campo ela é mestra e tem muito a nos ensinar.


O simbolismo é típico da Umbanda porque na África, ele não existia e o seu arquétipo anterior era o de uma entidade feminina que iludia as pessoas e as levavam à perdição.


Já na Umbanda, é o espírito que "baixa" em seu médium e orienta e ajuda a todos os que as respeitam e as amam, confiando-lhes seus segredos e suas necessidades.


São ótimas psicólogas.


Os guardiões do terreiro, Entidades de segurança nos Templos de Umbanda


Temos que começar a mudar nossos conceitos de Exú e Pombagira. Vamos a partir de agora ver o Exú e a Pombagira como aquela polícia que guarda e toma conta das ruas obedecendo sempre uma hierarquia de comando, que é o Exú chefe do Terreiro, e acima dele os guias chefes da Casa.


Podemos também ver os Exús como aqueles lixeiros alegres que passam pelas ruas recolhendo toda a “sujeira”. Vêm com brincadeiras e algazarras, mas fazem um trabalho enorme em benefício da sociedade, que diga-se de passagem é muito pouco reconhecido. E as Pombagiras seriam as “margaridas” mulheres que trabalham também na limpeza de nossas ruas e nossa cidade, exercendo a sua profissão com presteza e determinação.


Assim como devemos ter um conceito mais respeitoso do Exú, devemos também dedicar mais respeito aos trabalhos das Pombagiras, deixando de encará-las como mulheres vulgares e da vida, que só vêm “para arranjar casamento” ou o que é pior, para desfazer casamentos...


Isto é uma coisa absurda e vulgar... O trabalho da Pombagira é sério. É também um trabalho de descarrego, de limpeza, de união entre as pessoas. De abertura dos caminhos da vida, seja do ponto de vista material, mental ou espiritual.


O que é esse lixo, o que é esta sujeira?
Nossos pensamentos negativos.
Nossa sociedade desigual, perversa e preconceituosa.
Nossas ações.
Nossas emoções negativas se sobrepondo a nossa capacidade de amar.


Por isso devemos respeitar ao máximo o trabalho dos Exús e Pombagiras, levando-os a sério e não os desrespeitando e nem os menosprezando.


Na Umbanda o Exú é uma Entidade (alma) que cuida da Segurança da casa e de seus médiuns. Todas as religiões tem entidades que cumprem esse papel. Um bom exemplo disso são as comunicações recebidas por Chico Xavier e Divaldo Franco mostram a existência desses espíritos trabalhando também no Plano Astral.


A reunião de Exú ou Gira de Exu tem como finalidade descarregar os médiuns e os consulentes. Unindo suas energias eles são capazes de entrar em contato e orientar mais facilmente com almas que ainda não encontraram um caminho. Estas almas vivem entre os encarnados, prejudicando-os, obsidiando-os e até mesmo trazendo-lhes um desequilíbrio tão grande que são considerados loucos.


Para este trabalho eles necessitam muito de nosso equilíbrio e de nossa energia. Nosso equilíbrio é utilizado por eles no momento em que as entidades sofredoras se manifestarem com ódio, rancor, raiva, devemos ter bons pensamentos e sentirmos verdadeiro amor e harmonia para que desta maneira as desarmemos e não as deixemos tomar conta da situação e, quem sabe, até as persuadir a mudarem de caminho libertando-se assim do encarnado ao qual está ligada; nossa energia é utilizada em casos em que estas almas estão sofrendo com o desencarne, tristes, com dores, humilhadas, desorientadas, assim eles transformam as nossas energias em fluidos balsâmicos que as ajudam, em muito, na sua recuperação.


Este trabalho de separação é feito por eles com muito empenho e seriedade e será muito melhor sucedido se o encarnado der continuidade ao mesmo, quando menos melhorando os seus pensamentos e se livrando da negatividade e do medo. Os Exús são almas que riem, fazem troça, mas não brincam em serviço.


Por este motivo, gostaríamos que os médiuns tivessem por eles o maior respeito e consideração, pois são eles são os nossos guardiões e da Gira, reponsabilizando-se pela limpeza dos fluidos ou energias mais pesadas. Cada pessoa que entra em uma casa de Umbanda traz consigo seu saco de lixo cheio (são seus pensamentos, suas raivas, suas desilusões...) e são os Exús os trabalhadores encarregados de juntarem todos estes sacos para descarregar, dando a cada um de nós a oportunidade de diminuirmos o nosso lixo e facilitando nossas próximas limpezas. Cada vitória nossa é para estas Almas trabalhadoras um passo no caminho do desenvolvimento.


Pombajira (ou Pombagira), é uma espécie de exu do sexo feminino, uma entidade que trabalha na umbanda e na quimbanda na linha de esquerda. O nome deriva de uma corruptela do banto Pambu Njila, um nkisi do Candomblé da Nação de Angola, que corresponde ao orixá Exu.


Nos cultos tradicionais oriundos da Nigéria não havia a entidade Pombagira ou um Orixá que a fundamentasse. Ela era apenas a parte feminina da personalidade de Exu. Mas, quando da vinda dos nigerianos para o Brasil (isto por volta de 1800 ou um pouco antes), estes aqui se encontram com outros povos e culturas religiosas e assimilam a poderosa Bombogira angolana que, muito rapidamente, conquistou o respeito dos adoradores dos Orixás.


Porque sabemos da dualidade contida na natureza e ela está presente também em Exu.


E com o passar do tempo às formosas e provocativas Bombogiras conquistaram um grau análogo ao de Exu e muitos passaram a chamá-la de Exu Feminino ou de mulher dele.


Na minha visão de Umbanda-Astrológica eu a vejo como a companheira de Exu, a Lilith, a Lua em sua fase negra, mas, de certa forma a outra metade de Exu ou sua natureza feminina é também aceitável.


Porque sabemos que todos os seres muito provavelmente se dividiram, mas eram no principio hermafroditas.


No entanto mesmo se dividindo resta ainda em cada ser uma parte do outro sexo.



Pombagira Maria Padilha

Esta é a Rainha do reino da lira, uma cidade africana, que fica nas fronteiras orientais do Reino Baganda, também conhecida como Rainha do Candomblé ou Rainha das Marias. Rainha do candomblé não pelo culto africanista aos Orixás, senão por ser essa palavra o sinônimo de dança e música ritual. Devemos dizer que a pombajira representa o poder feminino feiticeiro, comparável com as Iyami Oxorongá dos iorubás.


Ela pode ter muitos maridos, que se tornam seus "escravos" ou empregados. Em terras bantas é originalmente chamada de “Aluvaia-Pombajira", está é uma palavra africana de um idioma do povo banto (Angola), erroneamente confundido por algumas pessoas desinformadas com palavras do português “pomba um pássaro” e "gira sentido de movimento circular”. Mulher de Exu rei das 7 Liras ou Exu Lúcifer como é conhecido nas kimbandas. ( equivale a Lilith mulher de Samael)


Bonita, jovem, sedutora, elegante, feminina, mas também tem vidência, é certeira e sempre tem algum conselho para aqueles que estão sofrendo por um amor, mas também é usada a sua força para desmanchar feitiços, para pedir proteção e curar várias doenças. Mas não se engane, pois ela gosta de ser respeitada e admirada e é ponta de agulha, quem brinca com ela geralmente vai morar na sepultura.


Sua característica principal é ser uma pombagira festeira adora festas com ritualísticas e alegria, daí ser chamada de rainha do Candomblé. Prefere bebidas suaves, vinhos doces, licores, cidra, champagne, anis, etc. Gosta de cigarros e cigarrilhas de boa qualidade, assim como também lhe atrai o luxo, o brilho, o destaque, as flores e os perfumes, usa sempre muitos colares, anéis, brincos, pulseiras, etc.


Umbanda e Quimbanda

Há diversas manifestações de inúmeras falanges dessas entidades, que costumam auxiliar seus médiuns nos terreiros de Umbanda, como por exemplo: Maria Padilha, Rosa dos Ventos, Rainha das 7 Encruzilhadas, Pombajira da Calunga, Pombajira das Almas, Pombajira Cigana, Pombajira Maria Mulambo, Rosa Caveira, Dona Tata Caveira, etc.


As oferendas são inúmeras, sempre acompanhadas de champagne de boa qualidade, bons vinhos, bebidas fortes como o gim, Bourbon e, em isolados casos, a pinga.


A elas são oferecidos cigarrilhas e cigarros de boa qualidade, rosas vermelhas, sempre em numero ímpar, mel, licor de anis (uma de suas bebidas preferidas), espelhos, enfeites, jóias, bijuterias de boa qualidade, anéis, batons, perfumes, enfim, todo o aparato que toda mulher gosta e preza.

COR: Vermelho, preto e dourado
METAL: Bronze e ouro
DIA DA SEMANA: Sexta-feira
PREDOMINÂNCIA: Amor, dinheiro, sexo.


Obs: Necessáriamente as oferendas não precisam ser consumidas pelos médiuns ( no caso de bebidas e cigarros, estes podem ser colocados em pratos e taças pois as entidades só se utilizam de suas essências para os seus trabalhos). Não há necessidade de o médium ingerir a bebida, pois a mesma pode ficar num copo e o Exú ou Pomba-gira trabalhar com a sua energia utilizando o conteúdo astral da bebida.


Pombagira são as entidades mais polêmicas que conheci em todos os meus anos de estudo e trabalho. Muito se diz sobre estas entidades: que foram mulheres da vida e que ao morrer se transformaram, que são espíritos demoníacos, que pervertem a sexualidade das pessoas, afastam casais, aproximam, enfim, todo tipo de adjetivos tem sido dada a essas grandes guerreiras do mundo astral. O que escrevo aqui sobre elas, é baseado nos meus anos de observação e convívio com a entidade, e obviamente poderá não ser a opinião de outros sacerdotes ou médiuns.


O conceito que formei sobre quem são elas é simples: são seres do mundo astral, guerreiras tanto quanto Exú, que estão bem próximas de nossa esfera humana, algumas já se reencarnaram e outras não.

Com relação as suas manifestações nos médiuns, normalmente como mulheres, suas legiões podem adotar nomes femininos, como por exemplo: Pomba-Gira Rosa, mas pertencendo a esta ou aquela linha liderada pela chefe correspondente.


Uma coisa é muito certa, todo e qualquer problema que colocamos nas mãos de qualquer uma delas tem solução. Sua força é guerreira, sua vibração magnética é carregada de sensualidade e alegria, tanto que sua chegada nos médiuns é sempre alegre, solta e sensual. Exú tem ligação com a força sexual criativa, e a Pombagira por sua vez com a circulação dessa energia criativa existente na vida e no Universo.


Lamentavelmente sua reputação se tornou péssima devido a erros de incorporação dos próprios médiuns, que por falta de instrução de seus Babalorixas ou por deturpações pessoais as transformaram em seres com fama de depravadas, libidinosas e cruéis.


Há também de se lembrar que, quando um médium incorpora um Exu ou Pombagira, ele está ativando seus chackras infe­riores, e, se este médium for despreparado ou tiver conduta questionável, po­derá interferir na incorpo­ração: ele dará vazão aos seus sentimentos meno­res, transferindo para o Exu ou Pombagira o seu tipo de compor­tamento e neste caso não há dúvidas: o médium está mistificando um ato sagra­do da espiritualidade.


O importante é sempre lembrar que, são entidades complexas de personalidade forte, e que nunca perdoam uma falta de palavra dada. O importante também é não invocá-las para trazer prejuízo a outrem, porque a dívida kármica adquirida ficará por conta de quem pediu.


Contam as lendas que podemos senti-las à noite pelas ruas, perfumadas e enfeitadas, percorrendo os caminhos dos seres humanos, os lugares ermos, os lugares movimentados, os locais onde tenham música e alegria.


Quanto ao seu aspecto sensual, faz parte de sua polaridade, não querendo significar com isso depravação ou perversão.

Se nossas amigas do invisível, quando encarnadas, foram mulheres honestas ou não, creio não ser de nossa competência avaliar isso, pois usando de uma frase sábia, os caminhos de Deus são desconhecidos.


Desenvolvendo a sexualidade com a Pombagira

Nada de sentimentos. Nada de compromissos. Se o objetivo da mulher é o orgasmo, basta despir a roupa, responder às carícias e deixar o corpo vibrar. Embora não seja um comportamento tipicamente feminino ter prazer pelo prazer, faz parte das fantasias de muitas mulheres.


Mas o mito do príncipe encantado não se destrói de um dia para o outro. “Um dia, encontrarás o grande amor”, dizem-nos. Com esta base, será difícil assumir os nossos desejos sem nos culpabilizarmos.


A maior parte das mulheres é mais sensível ao julgamento dos outros. Infelizmente, nesta sociedade, um homem que multiplica as conquistas é considerado um D. Juan, enquanto que uma mulher que faz o mesmo sujeita-se a insultos. Desprezo? Ciúme? Seja quais forem as razões, não é fácil ser alvo de más-línguas. Assim, o prazer de algumas horas seria assombrado por críticas e rótulos de mau gosto.”


Uma diferença evidente entre o homem e a mulher situa-se a nível dos sentidos. Em relação ao homem é sobretudo visual, enquanto que a mulher funciona de uma maneira mais complexa: simultaneamente táctil, auditiva e olfativa. Excitá-la é obra mais elaborada, sobretudo se ela revelar dificuldade em entregar-se por se sentir insegura nos sentimentos.

Sendo assim o resultado seria nenhum prazer e uma perda enorme de energia. Por isso, penso que as mulheres não estão programadas para aventuras sexuais, visto que não há garantia de prazer. Talvez minha opinião lhe pareça radical.


Enfim qualquer mulher pode reivindicar o sexo pelo sexo, mas todas correm o risco de se apaixonar por aquele com quem vão para a cama. E os homens, também correm esse risco sim, visto que são mais propensos a confundir sexo com sentimentos. O problema de tudo depende das pessoas: Algumas mudam de parceiro sexual com muita facilidade e têm dificuldade em se fixar afetivamente, enquanto outras procuram afeição e amor, julgando que apenas querem sexo.


Escusado será dizer que as decepções são enormes, pois nem sempre eles estão na mesma onda.”

No seu livro Bien Vivre sa Sexualité, o psiquiatra François Poudat afirma que o mais importante é ser claro consigo próprio: definir antecipadamente as intenções e assumi-las plenamente.


Mas qual é a solução para otimizar as oportunidades de ter prazer? Segundo o psiquiatra francês, “a partir do momento em que a mulher se deixa ir, o prazer vem atrás, desde que não lhe calhe um inábil”. E sublinha a importância da confiança que permite a ambos serem testemunhas dessa grande intimidade que é o prazer.


Aí vem a pergunta: Se o sexo é tão bom, porquê privar-se?

A resposta parece óbvia: porque nem toda a gente está à vontade com a moral, o corpo e os seus sentimentos.

François Poudat expõe o seu ponto de vista: “Para bem viver uma relação puramente sexual é preciso agir com intenções positivas e amantes, e não ter a impressão de se comprometer ou de se sujar. Além disso, há que agir por vontade intrínseca e não para entrar na norma, ou seja, para ser igual aos outros.”


Na opinião de François Poudat, não existem situações perfeitas, mas centenas de compromissos. Cabe a cada um de nós encontrar aquele que nos convém.


AUXILIAR AS PESSOAS A DESENVOLVEREM A SUA SEXUALIDADE, CONTROLAR OS DESEJOS E ASSUMIR SEUS SENTIMENTOS, É O PAPEL DA POMBAGIRA DE LUZ.

E ENTENDER ESSE PAPEL É O PRIMEIRO PAPEL DA EVOLUÇÃO HUMANA.
NA ASTROLOGIA A POMBA GIRA EQUIVALE AO PONTO DE LILITH NO MAPA E AS LUAS NOVAS ALÉM DOS ASPECTOS DESAFIADORES, ASSIM COMO A POSIÇÃO DE MARTE E PLUTÃO.

MAS DEVEMOS FICAR ATENTOS, POIS QUEM NÃO SE HARMONIZA COM POMBAGIRA (ENERGIA SEXUAL LATENTE EM TODOS OS SERES) AUMENTA OS BLOQUEIOS, TRAUMAS E TORNA-SE INFELIZ.


Homens e Mulheres

O que nos distingue.
Em termos de sexualidade, existem diferenças fundamentais entre o homem e a mulher.

• O homem tem uma sexualidade baseada na eficácia, indo direito ao ansiado fim
• A mulher mostra-se mais sensível ao ambiente e ao afeto
• Partindo deste princípio, defendido pelo psiquiatra François Poudat no seu livro Bien Vivre sa Sexualité, as mulheres terão menos tendência para multiplicar as conquistas, visto que o desejo nem sempre vem à baila.




sexta-feira, 18 de agosto de 2017

NANÃ

Nanã é considera por todos os adeptos do Culto Vodum como a grande Mãe Universal que criou o mundo e deu vida aos Voduns. É chamada carinhosamente de vó Misan (missam).

Senhora da lama, matéria primordial e fecunda da qual o homem em especial, foi tirado. Mistura de água e terra, a lama une o princípio receptivo e matricial (a terra) ao princípio dinâmico da mutação e das transformações. Sua ligação com a água e a lama, associa Nanã à agricultura, a fertilidade e aos grãos (vide simbologia dos grãos e favas).
Nanã tem os mais variados nomes de acordo com o dialeto usado: Bouclou, Buukun, Buruku, etc. Em Dahomey, na cidade de Domê onde está localizado seu principal templo, Ela é conhecida como Nanã Buruku (lê-se, buluku).

No Brasil, também existem variações de nomes para Nanã: Buruku, Naê Naité, Yabainha, Naê, Anabiocô, etc.

Nanã representa a dogbê (vida) e a doku (morte). Ela recebe em seu seio os ghedes (mortos) e os prepara para o leko (lêcô - retorno, renascimento)
Quando uma mulher não consegue engravidar, recorre a Nanã que ensina a "fórmula mágica", o remédio de ervas que deve tomar, os ebós e oferendas que devem ser feitos.

Se um doente recorre a Nanã, imediatamente obtém o remédio curador.
Na África quando uma família ou alguém obtém um favor de Nanã, fica com o compromisso de oferecer um membro da família ao culto de Nanã e esse, após sua iniciação, receberá na frente de seu nome a palavra Nanã; assim como a criança que nasce com a ajuda da Grande Mãe também. Todos os sacerdotes e sacerdotisas de Nanã têm na frente de seus nomes a palavra Nanã.

Nanã é a maior conhecedora do uso terapêutico das ervas. Alguns de seus sacerdotes e sacerdotisas são preparados para serem curandeiros. Em Ghana existe a Sociedade dos Jou-Jou, em Allada e Dahomey a Sociedade do Bo, etc.. Nessas sociedades as pessoas escolhidas são preparadas para a prática da medicina através das ervas. Nanã diz que além do uso terapêutico das folhas e de alguns produtos animais, as doenças devem que ser tratadas em sua origem espiritual, para que a cura seja concretizada. É lastimável que no Brasil essa parte do culto a Nanã não tenha sido trazida. Em outros países como Estados Unidos, Canadá, Jamaica e Haiti encontramos essa prática.

O Culto de iniciação de uma filha ou filho de Nanã requer uma série de cuidados especiais, tanto na África, como no Brasil. Para mim, esse é o mais difícil culto de Vodum. Nanã Buruku não é feita na cabeça de ninguém.

Existem vários Voduns da linhagem de Nanã Buruku, que são feitos nos iniciados. Todos esses Voduns seguem a tradição de Nanã Buruku e são tão exigentes quanto Ela.

Para iniciar um processo de feitura de uma Nanã, é exigido a abstinência de sexo, bebidas alcoolicas e outros prazeres carnais, pelo menos dois meses antes (na África são exigidos 3 meses), de todos que irão participar do processo de renascimento do iniciado. Nesse período, são feitos vários ebós no iniciado e alguns poucos nos participantes e na casa de santo.
A bogami (bôgâmi - menstruação) é outro beko de Nanã. Se durante o processo de iniciação a vodunsi ficar menstruada, deve ser afastada imediatamente de Nanã e ficar reclusa em um lugar especial, fora do templo, até que cesse esse período.

Na África as mulheres menstruada são proibidas de entrar no Templo de Nanã ou de participar de qualquer preceito, seja de rituais ou simplesmente fazer uma comida de santo. Nanã diz que a bogami é um sangue impuro e aconselha as mulheres não cozinharem para seus maridos nesse período.

Por ter muita ligação com egungum é necessário saber tratar muito bem de Buku, entidade assistente de Nanã e Sakpata. Em uma feitura, não é permitido a sua presença, mas, ele deve ficar aposto, sua função será tomar conta de todos, para que nenhuma exigência da Grande Mãe seja desobedecida, principalmente a abstinência de sexo.

Assim como Buku, Legba Aghamasa (agramassá) devem ser tratados corretamente para garantir a paz, tranqüilidade e segurança nos rituais e preceitos. Ebós e oferendas específicas devem ser feitos para essas duas entidades.

Os ancestrais dos Voduns, do iniciado, dos participantes e da casa de santo não podem ser esquecidos em hipótese alguma!

Antes, durante e depois da iniciação de uma Nanã devemos fazer muitos ebós, oferendas e preceitos. Uma Nanã bem feita é caminho de prosperidade e crescimento para a casa de santo, do iniciado e dos participantes.

De acordo com a Vodum Nanã que está sento feita ou cultuada é que se determina, se comerá bichos macho ou fêmea. Existem Voduns dessa linhagem que não comem bicho de quatro pés, outros preferem comer somente o Igby. Nanã Buruku, por exemplo, não gosta de muito kun (sangue)

Vários textos têm sido publicados, citando o carneiro como o bicho oferecido a Nanã, mas, se observarmos as fotos que acompanham esses texto, veremos que se trata de cabra e cabritos. O sacrifício de carneiro é o maior beko (kisila) de Nanã. Para essa Vodum, o carneiro é um bicho sagrado e não deve ser sacrificado.

O não uso da faca e outros metais nos nahunos e preceitos de Nanã devem-se ao fato de Ela ser muito mais velha que esses metais. Por seu caráter conservador, quando o ferro e outros metais apareceram, ela preferiu manter o que já conhecia em seus ritos.

Vejamos abaixo alguns dos Voduns da linhagem de Buruku. e algumas curiosidade ligadas a Grande Mãe.

Nanã Densu ou apenas Densu – Segundo os Fons esse Vodum é um deus andrógino e seria o lado macho ou marido de Buruku. É muito cultuado nos rituais de Mami Wata onde é considerado o maior de todos os deuses, os Fons o compara a Olokun.

Muitos antropólogos têm atribuído erronêamente Densu a um deus hindu, devido seus fetíches e assentamentos apresentarem três cabeças.
Esse Vodum é muito rico e farto. Costuma presentear seus adeptos com suas riquezas.

Não é feito na cabeça de ninguém.

Nanã Asuo Gyebi (assuô giêbi) – Vodum masculino velho, que habita os rios. Muito popular em Ghana e tido como o protetor das crianças africanas que foram escravizadas. Esse Vodum pediu aos seus sacerdotes que o levasse para os países onde os africanos foram escravizados afim de que pudesse resgatar suas crianças. Ele já foi assentado em templos de Akonedi nos Estados Unidos e no Canadá.

Nanã Esi Ketewa (êssi quetêuá) – Vodum feminina muito velha, cultuada em Ghana, Cotonou e Allada. Dizem os mais velhos que essa Vodum morreu de parto e que por isso a missão dela é proteger e tratar as mulheres grávidas assim como seus filhos Nanã Adade Kofi (adadê côfi) – Vodum masculino, tem a função de proteger e defender todos os templos de Nanã. É um Vodum guerreiro, ligado ao ferro e outros metais. Cultuado em Ghana, Allada, Cotonou, Porto Novo, etc. É o Vodum da força e perseverança. Sua espada é usada pelos adeptos de Nanã, para prestarem juramentos de obediência, submissão e devoção a Grande Mãe.
Nanã Tegahe (têgarê) – Vodum feminina jovem, cultuada em Ghana. Tem o poder de tirar feitíços das pessoas e lugares. Tem grande conhecimento no uso terapêuticos e ritualísticos das ervas. Muito alegre e faceira, gosta de dançar e cantar, mas fica muito séria e aborrecida quando encontra malfeitores e ladrões; ela os mata.

Nanã Obo Kwesi (obó cuêssi) – Vodum feminina guerreira, cultuada na região Fanti em Ghana. Protege e ajuda os kuhatô (pobres) e os azon (doentes). Detesta quem faz aze (azê - bruxarias) ou qualquer mau a um ser humano.

Nanã Tongo ou Nanã Wango (tongô/uangô) – Vodum feminina, cultuada em Togo. Grande curandeira, trata das pessoas com ervas, ebós e gri-gris. É uma grande Azeto (azétó - feiticeira) e seu culto talvez seja um dos mais complexo. Em seus nahunos, os sacerdotes prostam-se no chão ao lado dos bichos mortos e fingem estarem mortos também, assim permanecem até que Wango incorpore em um deles e os ressuscite. Todos levantam, os bicho são suspensos e preparados.

Nanã Tongo dança com muita alegria, vestida em suas roupas confeccionadas com as peles dos bichos sacrificados para ela. Seus adeptos costumam presentear Wango com muitas jóias, enfeites, roupas e talismãs que a agradam. Antes de começar os nahunos para Wango, corujas são atadas às árvores.

Nanã Akonedi Abena – Vodum feminina jovem, cultuada em diversas partes da África. Seu principal templo fica em Later, cidade de Ghana. Quando Akonedi chega ela percorre a vila, esconde-se em arbustos e sobe em telhados à procura de feitíços, feiticeiros e malfeitores. Atende os moradores locais, fazendo libações e curando os doentes. Em Ghana é considerada a Deusa da Justiça.

Seu corpo é coberto com um pó branco sagrado, usa saia de palha, seu rosto é descoberto, na cabeça usa um torço, no corpo muitos brajás e nas mãos trás um feixe de lenha.

Sua dança é selvagem e desenvolve-se dentro de um quadrado divino, dividido em outros quadrados menores feito com riscos do mesmo pó que cobre seu corpo. Esse conjunto de quadrado também é usado por suas sacerdotisas durante as danças.

Seu assentamento fica em um buraco dentro da terra, ficando somente a tampa deste aparecendo.

Os sacerdote e adeptos de Akonedi carregam-na nos ombros numa espécie de desfile, para que todos possam admirar e louvar a grande deusa da Justiça. Terça-feira é o dia consagrado a essa Vodum.

O Culto de Akonedi foi levado para alguns países, a pedido dos governantes desses. Quem levou o culto de Akonedi para o novo mundo foi a maior autoridade religiosa do culto, Nanã Oparebea Akua Okomfohemma, falecida em 1995.

Mmoetea – Aldeia de pigmeus que vivem nas florestas de Ghana. Formam uma sociedade secreta especializada no uso das ervas para diversos fins. Desenvolveram a capacidade de curar qualquer doença física, mental e espiritual. Trabalham com os espíritos da natureza e seu maior deus é Nanã. Os espíritos da floresta deram aos Mmoeta o poder de ler a mente dos homens e dos animais. São grandes curandeiros e poderosos feiticeiros.

Buku – Assistente de Nanã e Sakpata que mata os doentes infectados pela varíola. “Toma conta e presta conta” do comportamento moral das pessoas durante os cultos de Nanã e Sakpata.

Legba Aghamasa – Vodum Legba masculino, reina nos portais da morte onde reside Nanã Buruku.

Odom – Bolsa feita com pele de cabra não curtida, enfeitada com búzios, penas e sangue. Nessa bolsa são colocados os gris-gris venenoso e não venenoso que decidem uma questão de justiça. Quando duas pessoas brigam pela mesma “coisa” e recorrem a Nanã para saber quem tem razão, sua sacerdotisa pede um galo a cada um dos queixosos, quando esses animais chegam, esses gris-gris são oferecido aos animais. O galo que comer o venenoso, o dono dele perde a causa. Além desses gri-gris, outros segredos de Nanã são guardados na Odom.

A Odom fica sempre nos pés do assentamento de Nanã, nunca vai a público e não pode jamais ser tocada por homens.

Abuk (abuquê) – De acordo com a cultura Fon, foi a primeira mulher a surgir. Patrona das mulheres e dos jardins, seu fetíche é uma pequena serpente. (teria alguma coisa a ver com Nanã?!!)

Asase (assassê) – Deusa da criação dos homens e receptadora dos mesmos na morte. Cultura Ashanti. (Seria a mesma Buruku?!)
Atori (atôli) – Vara ou haste simbólica de Nanã, representa seus filhos mortos e os ancestrais.

Todos esses Voduns usam muitos kpolis (quipôlis - búzios) e palha, dificilmente cobrem seus rostos.

Falar ou escrever sobre Nanã é uma tarefa das mais difíceis, pois são tantas as história a ser contadas, que somente um livro poderia caber.

Todos os adeptos do Culto Vodum, devem prestar muita reverência a Nanã. Em seus cânticos e danças devemos nos alegrar e nos sentirmos honrados em poder, aqui no Brasil, participar dessa parte que na África é reservada somente aos seus sacerdotes e sacerdotisas.


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