Novamente
vamos falar de Falangeiros, sendo que dessa vez será a
sobre os Falangeiros da Orixá Iemanjá, a nossa
amada rainha do mar, a
senhora dos peixes, a deusa das águas salgadas, mãe
ou madrinha de
todas as coroas.
E não
podemos esquecer que os Falangeiros são Entidades que estão
somente abaixo do Orixá. Eles comandam as legiões
de Entidades e
Espíritos que se afinizam na vibração do Orixá que
os governa.
Os
Falangeiros dessa Orixá linda, nossa mãe Iemanjá, vem
relacionados da seguinte maneira:
Acurá, Assessu, Ataramogba, Awoió, Aynu, Conlá,
Iamassê, Iemowo, Iewa, Inaiê, Iyaku, Kayala, Maialeuó, Marabô, Masemale,
Ogunté assabá,
Olossa, Sobá, Susure, Tuman.
Esses
Falangeiros vem em irradiação com Iemanjá, e vibração e
fundamento com os seguintes Orixás:
Iyá Acurá: Vem na irradiação de Iemanjá com ligação
e fundamento da
Orixá Nanã Buruquê.
Iyá Assessu: Vem na irradiação de Iemanjá com
ligação e fundamento dos
Orixás Ogum, Oxum e Iansã.
Iyá Ataramogba: Vem na irradiação de Iemanjá com
ligação e fundamento
dos Orixás Omulú, Oxumaré e a linha dos Exús.
Iyá Awoió: Vem na irradiação de Iemanjá com ligação
e fundamento dos
Orixás Oxalá, Oxumaré e Xangô.
Iyá Aynu: Vem na irradiação de Iemanjá com ligação
e fundamento dos
Orixás Omulú e Nanã Buruquê.
Iyá Conlá: Vem na irradiação de Iemanjá com ligação
e fundamento dos
Orixás Iansã, Xangô e Oxalá.
Iyá Iamassê: Vem na irradiação de Iemanjá com
ligação e fundamento do
Orixá Xangô.
Iyá Iemowo: Vem na irradiação de Iemanjá com
ligação e fundamento do
Orixá Oxalá na forma idosa (Oxalufã).
Iyá Iewa: Vem na irradiação de Iemanjá com ligação
e fundamento dos
Orixás Oxum, Iansã ee Ewa.
Iyá Inaiê: Vem na irradiação de Iemanjá com ligação
e fundamento dos
Orixás Ibeiji, Ossãe e Oxalá na forma jovem
(Oxaguiã).
Iyá Iyaku: Vem na irradiação de Iemanjá com ligação
e fundamento da
Orixá Nanã Buruquê.
Iyá Kayala: Vem na irradiação de Iemanjá com
ligação e fundamento da
Orixá Iansã (Oiá).
Iyá Maialeuó: Vem na irradiação de Iemanjá com
ligação e fundamento
dos Orixás Oxossi (Odé) e Oxalá.
Iyá Marabô: Vem na irradiação de Iemanjá com
ligação e fundamento com
toda linha de Exú.
Iyá Masemale: Vem na irradiação de Iemanjá com
ligação e fundamento
dos Orixás Xangô e Iansã (Oiá).
Iyá Ogunté assabá: Vem na irradiação de Iemanjá com
ligação e
fundamento dos Orixás Ogum e Oxalá na forma jovem
(Oxaguiã).
Iyá Olossa: Vem na irradiação de Iemanjá com
ligação e fundamento dos
Orixás Oxum e Nanã Buruquê.
Iyá Sobá: Vem na irradiação de Iemanjá com ligação
e fundamento dos
Orixás Xangô (Airá), Obaluaiê e Oxalá.
Iyá Susure: Vem na irradiação de Iemanjá com
ligação e fundamento dos
Orixás Obaluaiê e Ogum.
Iyá Tuman: Vem na irradiação de Iemanjá com ligação
e fundamento dos
Orixás Logum Edé, Oxumaré, Obá e Irôko.
Falaremos
resumidamente sobre as características e formas de cada
um desses Falangeiros de Iemanjá, para entendermos
como se apresentam no trabalho em prol da caridade em terreiros e
roças.
Mas antes
de falarmos dos Falangeiros de Iemanjá, frisarei alguns
apetrechos que alguns desses Falangeiros usam para
facilitar o
entendimento na leitura.
Abebé: Leque metálico circular, que contém guizos,
que é utilizado
tanto por Iemanjá quanto por Oxum como instrumento
musical e ao mesmo tempo como insígnia.
alfanje: sabre curvo, um tanto curto e de lâmina
larga.
Iyá Acurá: Também chamada de Iyá Akura. Falangeira
de forma e
característica idosa. Deusa das espumas do mar que
são feitas com o
bater das ondas. Dizem que ela aparece coberta de
lodo e de algas
marinhas, que cobrem todo seu corpo.
Tem como
finalidade levar ensinamentos aos filhos rebeldes. Tem em
cada gesto e palavra a colocação de uma protetora,
mas radical
demonstrando que não gosta de ser contrariada, uma
verdadeira avó
orientando seus netos.
Sem
vaidade aparente, ela vem com uma roupagem na cor branco
aperolado com detalhes em lilás. Traz nas mãos o
Abebé, na qual faz
questão de demonstrar em sua dança pesada, lenta,
mas encantadora.
Quem
desejar fazer seus pedidos de proteção a Iyá Akurá, pode ser
feito a beira mar, pois as respostas serão dadas a
cada onda que vem
de uma forma branda revelando sua espuma. Portanto
se caso desejar ter
essa proteção, e não tem em um terreiro ou roça a
vibração dessa
Falangeira, o mar será seu encontro com ela.
Iyá Assessu: De característica e forma jovial e
guerreira, essa
Falangeira tem uma expressão de grande seriedade,
pouco sorriso e
demonstração de que está sempre preparada para
vencer uma mazela.
Sua dança
vem composta de passos rápidos, fortes como de um
guerreiro em batalha. Traz nas mãos uma espada
longa em algumas vezes, e em outras traz um alfanje, que usa como se
atacasse os espíritos do mal, defendendo seus filhos e protegidos.
Como uma
Falangeira soberana, tem um modo de atendimento
diferenciado, seu olhar profundo e fixo, muitas
vezes dando a
sensação de que está olhando diretamente dentro de
nossa Alma.
Sua
roupagem vem nas cores branco, vermelho, amarelo muitas vezes
raiados de azul anil.
Iyá Ataramogba: Falangeira de característica e
forma idosa, tem uma
grande ligação com a linha da esquerda de cada um
de nós. Tem como
fundamento principal a proteção de seus filhos e
consulentes nos
caminhos tortuosos da vida.
Sua
chegada a terreiros e roças vem de uma forma muito lenta,
pesada, praticamente curvada de fronte ao chão.
Normalmente chega de
olhos fechados, e a lenda diz que seria assim pois
Iyá Ataramogba não
deseja fixar seu olhar na falsidade e hipocrisia
humana.
Sua
roupagem vem na cor preto, podendo ter faixas ou babados em
verde e amarelo, e em algumas vezes vermelho. Traz
nas mãos dois
alfanjes, e com eles faz a limpeza de seu caminho.
Iyá Awoió: Dizem que é a mais velha Falangeira de
Iemanjá. Suas
características e formas muito idosa já demonstram
isso. Seu olhar
fadigado, corpo curvado, passos lentos, fala pesada
logo demonstram
que essa Falangeira tem muita experiência no que se
diz tempo.
É chamada
de deusa das marés, e é ela que controla essa parte do
oceano. Ela que determina a subida e a descida das
marés.
Também
pode ser conhecida como Iyemoyo, Yá Ori, Iemowo ou Yemuo,
mas independente da nomenclatura é a mesma
Falangeira.
Dizem que
seu maior trabalho de caridade é curar problemas de
cabeça. Quando o filho assume esse problema, essa
Falangeira o cura
como se nunca estivesse esse Ori tomado por males.
Sua roupagem
vem nas cores branco e cristal, em muitos casos vem
raiados de marrom, verde e amarelo. Traz sempre nas
mãos o abebé, no
qual dança lindamente.
Iyá Aynu: Falangeira de característica idosa, muito
severa e radical.
Tem como determinação de trabalho afastar os
espíritos sem luz dos
terreiros e roças.
Seu lema
é o trabalho ético, portanto nunca deverá ser comentado
intenções de prejudicar um semelhante com essa
Falangeira, pois
trazendo nessa descrição um jargão antigo para
demonstrar a
importância do que foi dito acima, poderá assim
"o feitiço virar
contra o feiticeiro". Portanto não se deve
arriscar uma má intenção.
Suas
forças vem da junção da Calunga Grande (mar) com a Calunga
Pequena (cemitério), sendo assim, essa Falangeira
tem um poder
extraordinário.
Sua
chegada em terreiros e roças se dá em uma dança lenta, serena,
na qual por muitas vezes abre os braços balançando
o seu abebé, que
traz na mão, para afugentar os maus espíritos.
Sua
roupagem vem nas cores branco e preto, tendo em alguns
detalhes o lilás e o azul claro.
Iyá Conlá: Essa Falangeira tem características de
jovem a adulta, tem
a forças do céu, dos ventos, das pedreiras e do
mar. Com essa junção
é uma das mais fortes e poderosas Falangeiras que
lutam pelos
trabalhos de caridade em terreiros e roças.
Seus
consulentes e filhos são analisados minuciosamente, a cada
palavra e gesto durante uma consulta e verificado
por essa
Falangeira. Isso para não deixar escapar nenhuma
intenção escondida.
O buscar
do raciocino e da inteligência também é muito cobrado por
essa Falangeira a seus filhos, não admitindo que
esses filhos sigam
fora de uma reta imaginária traçada pela força
maior, ou seja, a Orixá
Iemanjá traça um caminho a seu filho, e a
Falangeira Iyá Conlá faz com
que esse filho ande nesse caminho.
Sua
chegada em terreiros e roças é muito chamativa, sua dança
deslumbrante, seus gestos e passos leves, parecendo
andar sobre o ar,
sua força no rodopiar, como os fortes ventos, fazem
dessa Falangeira
uma das grandes sensações em começos e findar de
Giras.
Sua
roupagem vem nas cores branco e azul marinho, traz nas mãos um
abebé, que sempre o agita em suas danças de
chegada, e um alfanje,
que demonstra estar sempre pronta para as batalhas.
Muitas
lendas dizem que é essa Falangeira a moradora dos mais
profundos mares, e é ela que reina, domina e ordena
todos os
acontecimentos das profundezas.
Iyá Iamassê: De formas e características adulta.
Tem o dom da
inteligência e da justiça. Nunca julga um fato se
não tiver toda a
certeza do universo.
Sua
chegada em terreiros e roças vem de uma forma serena, séria e
observadora, fazendo assim com que seus consulentes
busquem o
refletir antes da consulta.
Conhecida
também com os nomes Yá Loxá ou Iyá Masemale, essa
Falangeira tem seu domínio nas águas do mar que se
quebram nas pedras.
Dizem que a cada quebrada do mar nas pedras é um
espírito sem luz que
é afastado dos filhos dessa Falangeira.
Sua
roupagem vem nas cores branco aperolado e marrom. Traz nas
mãos o alfanje e o abebé. Em alguns casos já foi
relatado que essa
Falangeira chegou no terreiro com um machado e um
chocalho de Xangô
nas mãos, contudo é determinado que esse tipo de
comportamento vem de médiuns não preparados, e devida a essa colocação
isso é apenas
mistificação, pois essa Falangeira vem apenas com o
alfanje e o abebé.
Iyá Iemowo: Também conhecida como Iyemoy, é uma
Falangeira de
característica e forma idosa, tem como finalidade
trazer e manter a
paz entre as pessoas e a casa de trabalho.
Tem uma
ligação extrema com Oxalufã, que é Oxalá na forma idosa, e
dizem que Iyá Iemowo segue sempre os passos desse
Orixá, a cada
pegada deixada por Oxalufã, ali estaria também uma pegada
dessa
Falangeira.
Sua
roupagem vem nas cores branco e rosa, com alguns possíveis
bordados em azul. Traz nas mãos o abebé, e com ele
faz sua dança na
chegada a terreiros e roças. Sendo uma dança lenta
ao extremo,
demonstrando a sua condição idosa.
A lenda
diz que essa Falangeira mora nas profundezas do mar, não
aprecia a luz, suportando somente a luz de velas.
Portanto,
normalmente quando chega a uma casa, são apagadas
todas as luzes,
ficando apenas as luzes das chamas das velas.
Iyá Iewa: Falangeira de característica jovial,
lutadora, guerreira.
Tem o dom da sedução, do encantamento, e que usa
esses dons para
trazer para a luz espíritos perdidos na escuridão.
Essa
Falangeira não admite que um filho, principalmente as
filhas, sofram por qualquer motivo.
Seus
trabalhos em terreiros e roças tem como finalidade levar a
vitória a todos que a procuram em busca de ajuda.
Gosta de
saber que seus consulentes tem laços familiares fortes, e
dentre essas famílias não deverá ter mazelas de
espécie alguma.
Ao chegar
em terreiros e roças, vem com passos leves como o vento,
num bailar como o da cachoeira que joga suas águas
nos rios, mostrando
toda a sua sedução.
Protetora
das virgens, mas por outro lado e a deusa da
fecundidade. Muitas vezes é reverenciada como a
rainha dos horizontes
ou a senhora de tudo que não foi explorado.
Sua
roupagem vem do vermelho vivo com algumas bordas em azul anil,
raiados de amarelo ouro. Traz nas mãos o abebé e o
alfanje, e em
alguns casos raros pode trazer também um arpão.
Iyá Inaiê: Essa Falangeira é considerada a mais
jovens de todas, suas
formas e características são infantilizadas para
jovial, fazendo assim
que seja vista, ou muitas vezes apenas como uma
criança, em outras
vezes uma pequena jovem.
Protetora
da infância, senhora das águas rasas, dona das estrelas
do mar, conchas e cavalos marinhos. Essa Falangeira
vem sempre com seu ar infantil trazendo paz e felicidade a todos seus
consulentes.
Seu
trabalho consiste na proteção das crianças e jovens, atuando
na área da saúde de cada um desses pequenos.
Sua
chegada em terreiros e roças é sempre muito divertido, sua
dança descompassada, giros, pulos, sorrisos fazem
muito bem ao
espírito de seus consulentes. Traz no olhar a
esperança de dias
melhores, espalhando a alegria em torno de todos.
Sua
roupagem vem nas cores branco, azul, rosa e verde bem clarinho,
pode ter alguns detalhes de prateado nas bordas.
Traz nas mãos o
abebé, mas diferente dos outros Falangeiros, brinca
mais com o
artefato que o usa como apetrecho.
Iyá Iyaku: Mesma descrição de Iyá Acurá, sendo tão
idênticas que por
muitas vezes são confundidas entre si. Tanto suas
formas e
características, sua forma de trabalho, suas
roupagens, enfim,
praticamente a mesma colocação, podendo ser apenas
diferenciadas por
um ou outro passo na dança de chegada em terreiros
e roças.
Iyá Kayala: Também chamado de Iyá Mikaiá ou Kaiá, é
uma Falangeira de
característica e formas jovem e guerreira. Sua
presença se faz muito
mais constante nos ritos de Angola, fazendo assim
que raramente se
apresente em outros tipos de dogmas.
Dentro
dos ritos de Angola, tem como finalidade a proteção acima
de tudo a seus filhos. Sua luta é constante contra
os espíritos sem
luz, e seus aconselhamentos se fazem jus a
guerreira que é.
Dizem que
sua dança é forte e rápida,, seus ataques ao invisível
Sua
roupagem vem nas cores branco aperolado e amarelo ouro. Traz
nas mãos ou uma espada ou um alfanje, no que usa
para atacar e
proteger seus consulentes dos espíritos desgarrados
e sem entendimento
do bem e caridade.
Iyá Maialeuó: Conhecida também como Iyá Maléléo ou
Maylewo,, é uma
Falangeira de característica e forma jovem/adulta,
tem um modo
extremamente tímido, demonstrando isso nas chegadas
em terreiros ou
roças, que ao se apresentar está de cabeça baixa,
não fixando o olhar
nos olhos de seus consulentes. Sua dança também é
tímida, se apresenta
como se chegasse apenas andando, em passos curtos,
sem muitas
demonstrações para não chamar atenção.
Dizem que
jamais poderá ser tocado o rosto do médium que se
encontra incorporado com a Falangeira Maialeuó,
talvez pelo excesso de
timidez.
É a deusa
dos grandes lagos, e lá faz sua morada. Domina tudo que
nele existe.
Sua
roupagem vem nas cores verde claro e branco prateado, traz nas
mãos o abebé.
Iyá Marabô: Conhecido também como Malelewo é uma
Falangeira de forma e característica jovem e astuta. Dizem que é muito
sagaz e que nunca e de forma nenhuma essa Falangeira se esquiva de uma
boa quizila.
A lenda
diz que seria a voz dos grandes mares que atraem os
pescadores, e está ligada as grandes correntezas
marítimas.
Seu
trabalho consiste em quebrar magias negras, retirar obsessores
de todos os tipos, abrir caminhos derrubando
obstáculos.
Sua dança
em chegada em terreiros e roças é extremamente
chamativa, dizem que não há uma só pessoa que não
fique atraído e com
vontade de dançar junto com Iyá Marabô em sua
apresentação.
Seus
passos deslumbrantes, seu girar nas pontas dos pés, sua
posição de ataque e de defesa, encantam a tudo e a
todos.
Sua
roupagem vem nas cores preto e vermelho, trazendo em algumas
partes raiados na cor branco, fazendo assim que ao
refletir da lua
esses raios parecem sair de suas vestes indo de
encontro aos
consulentes como se fosse uma limpeza de aura. Traz
nas mãos dois
alfanjes, nos quais passam sobre seus protegidos
para retiradas de
obsessores.
Iyá Masemale: De característica e forma iguais a da
Falangeira Iyá
Iamassê, podem ser até consideradas a mesma
Falangeira. Os pequenos
detalhes que as diferenciam é um ou outro passo nas
danças de chegada
em terreiros e roças.
Iyá Ogunté assabá: De característica e forma
jovem/adulta, essa
Falangeira é determinada, forte e guerreira.
Deusa e
mãe do rio Ógun, e senhora dos encontros rio e mar, essa
Falangeira tem como finalidade de trabalho fazer os
grandes encontros
de paz. Em consultas em terreiros e roças, dá
prioridade sempre ao
que se refere a paz, mesmo que para isso tenha que
usar a força da
guerra.
Sua
chegada em terreiros e roças se faz acontecer através de uma
dança ritmada, de passos acertados, como se estivesse
em um confronto
militar.
Sua
roupagem vem nas cores azul claro e branco aperolado, podendo
ter bordas em vermelho claro. Traz em uma das mãos
uma espada, e na
outra o abebé.
Iyá Olossa: Conhecida também pelo nome de Iyá
Olossá ou Iyá Oloxá, tem
como característica a forma bem idosa. Dizem que é
a Falangeira mais
velha das terras de Egbado, e também dizem que não
há médiuns que
incorporem essa Falangeira no Brasil.
Como não
há médiuns que a incorporem em nosso país, só vamos
relatar o que foi colocado nas incorporações em
médiuns de algumas
regiões da África.
Não temos
relatos sobre seus tipos de consultas ou proteções.
Dizem que em sua dança ela vem com passos curtos e
lentos, sempre com o tronco curvado, pelo peso das cargas de seus
filhos e de sua idade
avançada.
Sua
roupagem vem nas cores verde claro, raiadas em roxo e azul,
trazendo presos as vestes algumas contas brancas em
cristal.
Dizem que
nunca deixa seu abebé, e mesmo fora das danças tem ele
nas mãos.
Iyá Sobá: Também conhecida como Iyá Asagba ou Sabá,
é uma Falangeira
de forma e característica adulta.
Deusa das
espumas brancas dos mares e rios, de onde capta suas
energias, senhora das fiadeiras de algodão, tarefa
que tem orgulho em
fazer.
Em sua
chegada aos terreiros e roças, vem de uma forma calma,
senhora dançante, sorridente e de passos
controlados como um maestro
regendo sua orquestra.
Seus
trabalhos de caridade vem nos aconselhamentos, no entender de
cada passo, tempo e coisa da vida, nas soluções de
problemas que
podemos achar que são insolúveis. Ela com sua
maturidade, com seu
poder de reflexão, com seu senso de justiça e paz
nos mostra que tudo
na vida pode ter uma solução, e essa solução só vai
depender da
quantidade de fé que estamos dispostos a entregar
ao Pai Maior.
Sua
roupagem vem nas cores branco, azul claro e prata, traz nas
mãos o abebé, e tem um detalhe que chama atenção,
ela gosta de
utilizar uma corrente de prata no tornozelo.
Iyá Susure: Também conhecida como Iyá Sessu, ou Iyá
Sesu, ou Iyá
Yasessu, tem característica e forma adulta, é
ligada a gestação, a
tratamento de mazelas no corpo físico e curas do
espírito.
Dizem que
também é muito guerreira, e que está sempre pronta para
vencer batalhas contra os espíritos sem luz. Muito
respeitada por
todas as outras Falangeiras, pois ela é a única
mensageira do rei do
mar.
Ela vive
nas águas sujas do oceano, e por isso a obscuridade
dessas águas a fazem ser muito esquecida, e quem a
auxilia nesse
contraste e Oxum Apará, que sempre a acompanha para
estar relembrando os afazeres.
Sua dança
de chegada em terreiros e roças vem de uma forma bem
normal, um tanto lenta em comparação com as outras
Falangeiras, mas
não tão lenta quanto a das mais velhas.
Sua
roupagem vem nas cores branco e verde água, tem contas
espalhadas na cor branco cristal por entre os
babados de suas vestes.
Traz nas mãos uma espada ou um alfanje, juntamente
com o abebé.
Iyá Tuman: De forma e característica adulta, essa
Falangeira é a
senhora do tempo em que as águas do mar demoram
para chegar a seu
destino.
Tem como
finalidade de trabalho a demonstração do tempo a seus
consulentes e filhos, para que a ansiedade não tome
conta de suas
almas, e assim não deixar que errem por não
refletir sobre qualquer
assunto ou fato.
Sua
chegada em terreiros e roças se faz em algumas vezes rápida
como o vento e em outras lentas como o mudar de
imagem de uma
montanha, isso sempre voltada a demonstração do
tempo.
Assim
como demonstração excessiva de tempo, Iyá Tuman, pelo
contrário também se demonstra não se importar com o
gênero, pois em
alguns dias pode vir como representação feminina e
em outras
masculina.
É
conhecida como a senhora da paciência e da calma, e assim tenta
fazer seus filhos entenderem a importância do
tempo.
Sua
roupagem vem nas cores azul celeste, amarelo e branco
aperolado. Traz nas mãos o abebé e em algumas vezes
o alfanje, que
apenas é usado como apetrecho de dança, nunca como
uma arma, pois a
sua maior arma é a paciência e a tranquilidade, a
mesma que passa a
seus consulentes nos trabalhos de caridade.
Esses são
os Falangeiros da rainha do mar, a nossa mãe Iemanjá,
que nesse texto resumido descrevemos apenas o mais
objetivo, pois a
grandeza desses Falangeiros não seria possível
podermos expressar
todos os detalhes de forma concreta pelo pouco
espaço e tempo que
dispomos, e se fôssemos detalhar tantas e tantas
grandezas, na certa
teríamos que dispor de dezenas de páginas desse
humilde blog para
descrevermos o tanto de força tem esses
trabalhadores da caridade.
Saravá a
falange e Falangeiros de Mãe Iemanjá.
Odoiá
minha rainha !