segunda-feira, 30 de julho de 2018

EXÚ DE UMBANDA


Exus de Umbanda, de acordo com o que apregoam a Umbanda e o Candomblé, são espíritos de diversos níveis de luz que podem ou não incorporar nos médiuns de UmbandaJuremaOmolokôCandomblé de Caboclo, entre outras religiões afro-brasileiras.

Nos Candomblés puros, de nação, como Jeje Mahi, Keto, Angola, Ijexá e Nagô, normalmente não há incorporação de espíritos, apenas manifestação de Orixás, que são entidades de altíssimo poder, representantes das forças da natureza, e que ocupam o topo da hierarquia espiritual dentro dos cultos de origem africana. A grande diferença do Orixá para a simples entidade espiritual ou catiço reside no fato de que esses últimos foram pessoas comuns, que viveram na Terra e no momento ocupam a condição de desencarnados. Amanhã ou depois podem estar de volta à matéria, conforme os desígnios de Deus. O Orixá é representante de uma força da natureza e não está sujeito a esse ciclo de reencarnações. É um espírito maior.

Nos Candomblés de Caboclo, no entanto, que não deixa de ser um tipo de Umbanda, podem ser encontradas casas que adotem a incorporação de Exus, Pomba-Giras, Caboclos, Boiadeiros, Marinheiros e outras entidades espirituais.

Todavia, o Orixá Exu, cultuado somente nas nações de Candomblé, é considerado uma divindade. Domina os Filhos de Santo que o carregam em seus oris, mas esse domínio difere em muito daquela incorporação que ocorre na Umbanda, onde se manifesta para dar consultas. O Exu de Umbanda é uma entidade, o espírito de alguém que nasceu e morreu, portanto pertence ao chamado povo de rua ou catiço.

Exu é denominação genérica.

Pode haver o masculino, chamado simplesmente de Exu, e também o elemento do gênero feminino, chamado de Exu Mulher, Pomba Gira, Pombogira, Pombajira ou Bombogira, que são corruptelas do vocábulo Bandu Pambu Njila, que simplesmente significa Exu. Ela é uma entidade que pertenceu, em sua última existência, ao gênero feminino, e que por inúmeras razões foi agregada a uma das muitas linhas de Exus Mulheres e veio trabalhar na Umbanda, assim como ocorre com os Exus masculinos. É, portanto, a personificação feminina de Exu, por isso se reveste de uma auréola de mistério e sensualidade que desperta a atenção de todos nas casas de culto das religiões afro-brasileiras.

Quando incorporam, os Exus masculinos costumam se caracterizar com capas, cartolas e bengalas. As Pomba Giras vestem saias rodadas, usam brincospulseirasperfumes e rosas. Mas, não é obrigatório que os médiuns se utilizem dessas vestimentas para a incorporação. Cada terreiro trabalha de forma autônoma. Alguns centros uniformizam a roupa dos médiuns; todos, por exemplo, vestem branco.

Exu, que entre outras coisas é o Mensageiro dos Orixás no Candomblé, tem origem na religião africana, de modo que apenas em um período posterior, na fase do sincretismo, foi reinterpretado e até marginalizado nos cultos afro-brasileiros, notadamente na Umbanda. Aliás, pela influência Católica na colonização e formação político-social do Brasil, Exu foi associado com o demônio mesmo antes da fundação da Umbanda. Nessa religião, entretanto, essa figura foi complementada como entidade maligna. Exu se tornou, para quem ignora as características e os fundamentos das religiões afro-brasileiras, o representante do demônio, do perigo e da imoralidade. Por isso, parece que os primeiros umbandistas o associaram com africanos e escravos rebeldes. Exu foi, portanto, segregado da Umbanda, e se tornou o legislador da Quimbanda, do submundo. Mas muitos centros que não praticam a Quimbanda permitem a incorporação de Exus. Muitos deles nem mesmo usam bebidas alcoólicas e nem fazem quaisquer apologias a vícios. Nem todos são risonhos e brincalhões. Muitos são sérios e exigem atitudes corretas de seus médiuns e de seus consulentes.

Outra interpretação umbandista coloca Exu na ordem evolucionista de precedência, conforme o modelo kardecista. Ele é reduzido a um espírito menos evoluído, que, todavia, tem potencial para evoluir e se tornar um espírito bom o que nem sempre parece ser verdade, pois há muitos Exus altamente evoluídos. Alguns umbandistas distinguem entre Exu pagão e Exu batizado, que se submeteu à doutrinação e encontrou o caminho certo da escada da evolução. Em verdade, existem três patamares básicos onde se pode posicionar um Exu: o primeiro é o nível de zombeteiro, no qual o Exu ainda não se conscientizou de que deve buscar a, luz. É o Exu pagão. Quer apenas bebidas alcoólicas e brincadeiras. Mas, ao final desse ciclo, enxerga que não vai evoluir enquanto permanecer realizando tais proezas. E passa ao nível de Exu de linha, trabalhando sob a supervisão de entidades que o fiscalizam e determinam tarefas a serem cumpridas na espiritualidade. Ao final desse ciclo, é um Exu Batizado ou Coroado. O terceiro nível é o de Exu Bará ou servidor de um Orixá. Ao atingir esse nível, pode o Exu deixar de incorporar em médiuns e permanecer apenas realizando tarefas na espiritualidade, sob as ordens diretas de seu Orixá Regente. Essa distinção reflete algo do caráter original ambivalente de Exu, apesar do rito de passagem do batismo, que define a distinção que é certamente nova. Novamente esse batismo do Exu pagão tem sido interpretado como uma expressão e aculturação e domesticação do mal, do perigo e da imoralidade.

Há ainda outra interpretação que considera os Exus como entidades espirituais com a mesma evolução das demais entidades, como caboclos e pretos-velhos, apenas posicionado em uma linha de trabalho diferente e estigmatizada muitas vezes até mesmo pelos próprios espiritualistas. Não existe, portanto, a noção de que eles são pouco evoluídos ou que se dedicam à prática da magia negra. Exus evoluem, sim, mas dentro de sua linha, como qualquer outra entidade. Por isso, existem os pouco evoluídos e os que estão evoluindo, os que atingiram o nível de Exu batizado e já trabalham dentro de uma linha que exige correção e boa conduta, e os Exus Barás ou servidores de um Orixá.

Há quem creia que os Exus são entidades (espíritos) que só fazem o bem e outros que creem que podem também ser neutros ou maus. Dividem-se, de acordo com uma hierarquia espiritual, em falanges, sub-falanges, grupos e sub-grupos. Observa-se que, não raro, alguns terreiros de Umbanda, e mesmo de Candomblé, não orientam seus médiuns quanto à natureza dessas entidades, o que é um erro muito grave. Muitos confundem Exu com um obsessor ou com um espírito de baixa evolução espiritual e moral, quando isso não é verdade. Essas entidades não devem ser confundidas com os chamados obsessores. Ao contrário, ficam sob o seu controle os espíritos mais atrasados na evolução, que são por eles orientados para que consigam evoluir através de trabalhos espirituais feitos para o bem.

Exu Meia-Noite

O poder de se comunicar confere a ele também o oposto, a possibilidade de desligar e comprometer qualquer comunicação. Se possibilita a construção, Exu também permite a destruição. Esse poder foi traduzido mitologicamente no fato de habitar as encruzilhadascemitérios, em suma, as passagens. Portanto, os diferentes e vários cruzamentos entre caminhos e rotas lhe faz o senhor das entradas e saídas. É o dono dos caminhos, o que abre e fecha o acesso do ser humano às fortunas e à felicidade.

Há algumas diferenças na maneira de conceber o Exu no Candomblé e na Umbanda. No primeiro, é como os demais Orixás, uma personalização de fenômenos e energias naturais. O Candomblé considera que as divindades, ou seja, os Orixás, entram em transe nos médiuns, intitulados cavalos ou aparelhos, mas não há consultas. Apenas se manifestam nas festas devidamente caracterizados e paramentados. Já na Umbanda, o Exu é uma entidade que normalmente incorpora e promove consultas incorporado em seu médium, como outras entidades, tais quais, os caboclospretos-velhoscrianças, os falangeiros de orixás, também denominados mensageiros, e outras várias entidades.

A Umbanda considera os Exus como entidades que buscam, através da caridade, a evolução espiritual. Em síntese, o grande agente mágico do equilíbrio universal. Também é o guardião dos trabalhos de magia, pela qual opera com as forças do astral. E também são considerados "policiais", "sentinelas", "seguranças" que agem pela Lei, no submundo do "crime" organizado e principalmente policiando seu médium médium no seu dia a dia. As falanges de Exus sempre estão nas zonas consideradas infernais, embora delas não façam parte. Com efeito, realizam os seus trabalhos de guarda em todas as partes onde são necessários. Certos Exus guardam entradas de hospitais, necrotérios e cemitérios para impedir que kiumbas, espíritos sem evolução, de natureza vampiresca e zombeteira, se alimentem do duplo etéreo dos que estão à beira da morte ou daqueles que desencarnaram recentemente. A força vital permanece nos corpos sem vida e não deve ser sugada para alimentar almas que desejam praticar o mal. Esses espíritos devem ser impedidos de qualquer maneira. Participam também do resgate de almas localizadas em zonas inferiores, os chamados umbrais.

O plano astral também é morada de miríades de espíritos que perseveram no mal. Alguns deles estabelecem uma prática na espiritualidade de obsidiar desencarnados e até encarnados. O trabalho dos Exus é não permitir que consigam influenciar espíritos e pessoas vivas a ponto de elastecer seus tentáculos e criar verdadeiras frentes de maldade espiritual e material. Esse combate é árduo e permanente. Os Exus chefes de falange, geralmente Coroados ou Barás de Orixá, podem ser equiparados a verdadeiros generais que promovem vigília e combate, além do comando de inúmeras falanges.

Mesmo os chamados chefes também obedecem à severa hierarquia dos comandos do astral.

Os Exus obedecem, ainda, a um divisão maior, que os aponta como Exus da estrada, da encruzilhada, do cemitério, da beira do mar e das cidades.

Esses espíritos se utilizam de energias mais "densas" ou materiais. Nota-se que essas entidadespodem realizar trabalhos benignos, como curas, orientação em todos os setores da vida pessoal dos consulentes e praticar a caridade em geral. A condição de Exu para um espírito é transitória, podendo este, uma vez redimidas suas dívidas perante a Lei Divina, reencarnar, resgatar o restante de seus carma e seguir escalas mais elevadas de evolução.

Os trabalhos malignos não são acordos efetuados com os Exus, mas sim com Kiumbas, que agem nas sombras e não estão sob a orientação de nenhum guia, mas que podem se fazer passar por um, atuando em terreiros que não praticam os fundamentos básicos da Umbanda, que são a existência de um Deus único, crença em entidades espirituais em evolução, Orixás que formam a hierarquia espiritual, guias mensageiros, na existência da alma, na prática da mediunidade sob forma de desenvolvimento espiritual do médium, além da caridade gratuita a quem necessita. O objetivo é sempre proporcionar vibrações positivas através da fé, amor e respeito ao próximo. Alguns centros ditos de Umbanda se servem apenas para ganho pessoal do seu pai-de-santo ou sacerdote. Reuniões em que há a incorporação de exus, por exemplo, não pode haver nenhum tipo de cobrança ao visitante, seja de dinheiro ou de qualquer outra natureza.

Os Exus infelizmente são confundidos com os kiumbas, que são espíritos trevosos ou obsessores que se encontram desajustados perante a Lei Divina. São responsáveis pelos mais variados distúrbios morais e mentais nas pessoas, desde pequenas confusões, até as mais duras e tristes obsessões. Comparados ao Diabo dos Católicos, são espíritos que se comprazem na prática do mal, apenas por sentirem prazer ou vingança, calcados no ódio doentio. Aguardam, portanto, que a Lei os recupere da melhor maneira. Vivem no baixo astral, onde as vibrações energéticas são pesadas. Trata-se de uma enorme egrégora formada pelos maus pensamentos e oriundos dos espíritos encarnados e desencarnados. Sentimentos baixos, tais Quais, paixões desenfreadas, ódiosrancoresraivasvingançassensualidade exagerada e vícios de toda estirpe alimentam essa faixa vibracional da qual os kiumbas se comprazem, já que se sentem mais fortalecidos com a energia negativa que por eles é absorvida.

O verdadeiro Exu é uma entidade guardiã empenhada em uma missão maior, por isso não faz mal a ninguém. Seu objetivo é auxiliar as pessoas com fé e respeito. Alguns exus foram, quando reencarnados, pessoas importantes, como políticosmédicosadvogados, industriais, mas também trabalhadores, pessoas comuns, padres, escravos, saltimbancos que cometeram alguma falha e escolheram ou foram escolhidos para assumir essa roupagem espiritual com o fim de redimirem seus erros pretéritos. Outros são espíritos mais evoluídos que optaram por orientar os seus médiuns. Em seus trabalhos de magia, o exu corta demandas, desfaz trabalhos malignos, feitiços e magia negra, efetuados por espíritos sem evolução. Ajudam a limpar ambientes, retirando os obsessores e os encaminhando para à luz ou para que possam cumprir suas penas no astral inferior.

Uma verdadeira casa de caridade é sempre reconhecida pela gratuidade dos serviços prestados a quem procura ajuda em um terreiro de Umbanda.

Alguns espíritos, que usam indevidamente o nome de Exu, procuram realizar trabalhos de magia dirigida contra os encarnados. Na realidade, quem está agindo é um espírito atrasado. É justamente contra as influências maléficas, o pensamento doentio desses feiticeiros improvisados, que entra em ação o verdadeiro exu, atraindo os obsessores ainda ignorantes e procurando trazê-los para suas falanges que trabalham visando à própria evolução.

O chamado Exu pagão é tido como aquele sem luz, sem conhecimento e pouca evolução, ainda não pronto para o despertar à caridade.

Já o exu batizado é uma alma já sensibilizada pelo bem que já evoluiu e trabalha para o próximo, dentro do reino da Quimbanda, por ser uma força ajustável ao meio podendo intervir como um policial que penetra nos reinos da marginalidade para fins de resgate e limpeza.

Não se deve, entretanto, confundir um verdadeiro Exu com espíritos zombeteiros, mistificadores, obsessores ou perturbadores, que recebem ou deveriam receber a denominação de kiumbas e que, não raro, mistificam e iludem os presentes, se passando por guias.

Para evitar essa confusão, não se concede aos chamados exus pagãos a denominação de exu, classificando-os apenas como kiumbas. E reserva-se para os ditos exus batizados e coroados a denominação de exu.

Os exus mais evoluídos são chamados de Exus coroados e, acima desse nível, os Exus Barás. Dentre esses, podem ser citados o Exu Rei, Exu Marabô, Tranca Rua das Almas, Tranca Rua da Praia, Tranca Rua do Luar, Tranca Rua do Embaré, Exu Tiriri de Umbanda, Exu Tiriri Lonan, Exu Caveira, João Caveira e Tatá Caveira, Exu do Lodo, Exu das Sete Encruzilhadas, Exu Pimenta, Exu Porteira, Exu Calunga, entre outros. As Pombas Giras mais conhecidas são Maria Padilha, Maria Molambo, Pomba Gira Rainha, Rosa Caveira, Sete Saias e Pomba Gira Cigana.

A evolução é uma regra constante no Universo. A Criação Divina nunca cessa. Não ficou restrita - e nem poderia - ao Fiat Genesíacorelatado na Bíblia. A Criação ainda prossegue, juntamente com a evolução espiritual de cada um, nesse caminho que as criaturas trilham na direção de seu Criador. Por isso, os Exus também evoluem. Muitas entidades dessa linha, outrora presentes nos terreiros, hoje já não são mais encontradas ou se encontram em um processo de gradativo desaparecimento. O primeiro caso que salta aos olhos é o do Exu Seu Sete, Rei da Lira, famoso nos anos 70 do século XX por participar de programas de televisão nos quais fez quase todos os presentes entrarem em transe. Houve casos de pessoas que assistiam aos programas em suas residências e ali simplesmente incorporaram. Dizem que até dona Cyla Médice, primeira dama do Brasil, recebeu uma entidade diante do televisor e ao lado do Presidente da República. Seu Sete da Lira não tem sido visto em terreiros há pelo menos uns 40 anos. O mesmo ocorre com o Exu Aleijadinho, que há décadas não é localizado em qualquer casa de Santo. A mesma sorte seguem o Exu Toquinho, o Exu Campina e o Exu Correnteza, há muito desaparecidos dos terreiros. Tranca Rua do Omulu das Vinte e Sete Magias também é outra linhagem praticamente extinta nas casas de umbanda, assim como a da Pomba Gira das Sete Cobras.

O que pode ter ocorrido com tais entidades?

Evoluíram.

Ou os membros de suas inúmeras falanges tornaram-se Barás e não mais regressaram aos terreiros, ou reencarnaram para acertar eventuais débitos na Terra e depois regressar à espiritualidade para prosseguir com sua evolução, sob a forma de Exu ou de outra entidade.

Assim deve caminhar a vida, inclusive a dos Exus...







domingo, 29 de julho de 2018

O ORIXÁ DA SABEDORIA. MINHA MÃE NANÃ


Nanã Buruku (ou Nanã, Nanã Buluku, Nanã Buru, Nanã Boroucou, Nanã Borodo, Anamburucu, Nanã Borutu), é um nome pertinente a um vodun e orixá das chuvas, dos mangues, do pântano, da lama (barro molhado), senhora da Morte, e responsável pelos portais de entrada (reencarnação) e saída (desencarne). Identificado no jogo do merindilogun pelos odu ejilobon e representado materialmente pelo candomblé através do assentamento sagrado denominado igba nanã.


Em sua passagem pela Terra, foi a primeira Iyabá e a mais vaidosa, em nome da qual desprezou seu filho primogênito com Oxalá, Omolu, por ter nascido com várias doenças de pele. Não admitindo cuidar de uma criança assim, acabou abandonando-o numa praia, Iemanjá o achou abandonado, quase morrendo e o curou e o criou como se fosse sua mãe, dando todo o amor e carinho. Sabendo do que Nanã fez, Oxalá condenou-a a ter mais filhos, os quais nasceriam anormais (Oxumarê, Ewá e Ossaim), e a expulsou do reino, ordenando-lhe que fosse viver num pântano escuro e sombrio, lugar onde pensou em abandonar seu pobre filho, mas desistiu, pois na praia seu filho morreria mais rápido. 


Nanã é dona de um cajado, o ibiri. Suas roupas parecem banhadas em sangue, Orixá das águas paradas que mata de repente, ela mata uma cabra sem usar faca. É considerada o Orixá mais antigo do mundo. Quando Orunmilá chegou aqui para frutificar a terra, ela aqui já estava. Nanã desconhece o ferro por se tratar de um Orixá da pré-história, anterior à idade do ferro. O termo “nanan” significa raiz, aquela que se encontra no centro da terra. Nanã tornou-se uma das Iyabás mais temidas, tanto que em algumas tribos quando seu nome era pronunciado todos se jogavam ao chão. Senhora das doenças cancerígenas, está sempre ao lado do seu filho Omolu. Protetora dos idosos, desabrigados, doentes e deficientes visuais. É um vodun, segundo alguns pesquisadores, originário de Dassa-Zoumé, é uma velha divindade das águas. Pierre Verger encontrou um Templo Dassa-Zoumé e o sacerdote do seu culto.


Nanã Buruku é cultuada no Candomblé Jeje como um vodun e no Candomblé Ketu como um orixá da chuva, das águas paradas, mangue, pântano, terra molhada, lama e considerada a mãe dos orixás Obaluaiyê, Iroko, Osanyin, Oxumarê e Yewá.
Nanã é chamada carinhosamente de “Avó”, por ser usualmente imaginada como uma anciã. É cultuada em todo o Brasil nas religiões Afro-brasileiras. Seu emblema é o Ibiri que caracteriza sua relação com os espíritos ancestrais. Como “Mãe-Terra Primordial” dos grãos e dos mortos, Nanã Buruku poderia ser equiparada à deusa greco-romana Deméter-Ceres-Cíbele. A existência do culto de Nanã Buruku é atribuída a tempos remotos, anteriores à descoberta do ferro, por isso, em seus rituais, não costumam ser utilizados objetos cortantes de metal. 
O baobá (“Adansonia digitata L.”, em iorubá ossê e em Fon akpassatin) é sua árvore sagrada. No sincretismo afro-católico, Nanã Boroquê, como é chamada na Umbanda, é equiparada à Sant’Ana.
 


Nanã no Batuque – RS: Nanã no Batuque (Religião Afro-Gaúcha) é a Iemanjá mais velha de todas, embora não seja Iemanjá. 


Arquétipos


São conservadores e presos aos padrões convencionais estabelecidos pelos homens. Passam aos outros a aparência de serem calmos, mudando rapidamente de comportamento, tornando-se guerreiros e agressivos; quando então, podem ser perigosos, o que assusta as pessoas. Levam seu ponto de vista às últimas conseqüências, tornando teimosia. Quando mãe, são apegadas aos filhos e muito protetoras. São ciumentas e possessivas. Exigem atenção e respeito, são pouco alegre e não gostam de muita brincadeiras. Os filhos deste grande Orixá são majestosos e seguros nas ações e procuram sempre o caminho da sabedoria e da justiça.


Umas lendas de Nanã


Afirma-se que Nanã era a rainha de um povo e que tinha poder sobre os mortos. Para roubar esse poder, Oxalá desposou-a, mas não ligava para ela. Nanã, então, fez um feitiço para ter um filho. Tudo aconteceu como ela queria mas, por causa do feitiço, o filho, Omolu nasceu todo deformado. Horrorizada, Nanã jogou-o no mar para que morresse. Como castigo pela crueldade, quando Nanã engravidou de novo, Orunmilá disse que o filho seria lindo mas se afastaria dela para correr mundo. Assim, nasceu Oxumaré, que durante seis meses do ano vive no céu como o arco-íris, e nos outros seis é uma cobra que se arrasta no chão.


Em outra lenda, conta-se que, na aldeia chefiada por Nanã, quando alguém cometia um crime, era amarrado a uma árvore. Nanã então chamava os Eguns para assustá-lo. Ambicionando esse poder, Oxalá foi visitar Nanã e deu-lhe uma poção que fez com que ela se apaixonasse por ele. Nanã dividiu o reino com ele, mas proibiu a sua entrada no Jardim dos Eguns. Oxalá então espionou-a e aprendeu o ritual de invocação dos mortos. Depois, disfarçando-se de mulher com as roupas de Nanã, foi ao jardim e ordenou aos Eguns que obedecessem “ao homem que vivia com ela” (ele mesmo). Quando Nanã descobriu o golpe, quis reagir, mas, como estava apaixonada, acabou aceitando deixar o poder com o marido. Hoje no Culto aos Egungun só os homens são iniciados para invocar os Eguns.


Uma terceira lenda refere que, certa vez, os Orixás se reuniram e começaram a discutir qual deles seria o mais importante. A maioria apontava Ogum, considerando que ele é o Orixá do ferro, o que deu à humanidade o conhecimento sobre o preparo e uso das armas de guerra, dos instrumentos para agricultura, caça e pesca, e das facas para uso doméstico e ritual. Somente Nanã discordou e, para provar que Ogum não era tão importante assim, torceu com as próprias mãos o pescoço dos animais destinados ao sacrifício em seu ritual. É por isso que os sacrifícios para Nanã não podem ser feitos com instrumentos de metal. 


A área que abrange seu culto é muito vasta e parece estender-se de leste, além do rio Níger, até a região Tapá, a oeste, além do rio Volta, nas regiões dos “guang”, ao nordeste dos Ashanti. Entre os fon e mahi ela é considerada uma divindade hermafrodita, anterior a Mawu e Lissá, aos quais teria dado origem em associação com a “serpente do Universo” Dan Aido Hwedo. Para os ewes e minas, ela é às vezes vista como um vodun masculino (Nana Densu), esposo da grande mãe das águas Mami Wata.






quinta-feira, 19 de julho de 2018

A UMBANDA NA LUTA CONTRA OS ESPÍRITOS OBSESSORES


Muito ouve-se dizer sobre "Espíritos Obsessores" dentro de uma Gira de Umbanda. Muitas pessoas vêm a Terreiros tentar amenizar "sintomas" da Obsessão. Muitos consulentes vêm a Casas Espíritas tentarem entender o que se passa na sua vida, no seu corpo físico, na sua alma.

Pois por milhares de vezes acontecem coisas totalmente inesperadas, as vezes falamos coisas desagradáveis a quem amamos, desprezamos uma amizade verdadeira, não ouvimos um conselho de alguém mais experiente, não raciocinamos, fazemos coisas que não estão de acordo com nossa moral, entre várias formas de demonstrarmos que nossos pensamentos estão tomados por uma força superior, que nossa conduta está sendo conduzida por uma escuridão, que nosso corpo físico está enfraquecido e tomado por males que não são detectado pela medicina humana, que nossa alma se torna cada dia mais fraca e levada a sentimentos mesquinhos, invejosos, prepotentes, entre outros vários sentimentos obscuros que nos rodeiam.

Mas o que são esses Obsessores?
Como eles chegam até nós?
Como podemos nos livrar desses Espíritos sem Luz?
Como a Umbanda trabalha nesse ponto para nos ajudar?

Abaixo tentaremos responder essas dúvidas num texto um tanto resumido, pela importância do fato, mas um tanto bem explicativo.

Na Umbanda não existem médiuns "possuídos" por espíritos, mas sim a influência de espíritos obsessores simples, fascinados e subjugados.


A Umbanda, juntamente com seus Orixás, Pretos Velhos, Caboclos, Ibeijadas, Boiadeiros, Ciganos, Malandros, Exus e Pombo Giras, trabalham em uma corrente, incansavelmente, para averiguar, retirar, conduzir, encaminhar e fazer o entendimento de espíritos sem luz, que veem ao encontro das pessoas apenas com o intuito de perturbar, fazer adoecer, agregar sentimentos ruins, lançar desavenças entre tantas coisas desprezíveis que um obsessor pode fazer.

Ela, a Umbanda, como é uma religião provinda da interligação e preceitos do Catolicismo, Kardecismo, Africanismo, Pajelança e algumas coisas do povo Oriental, vem com diversas maneiras e estudos para reagir sobre os obsessores.

Vejamos o que Allan Kardec nos fala sobre obsessores:

"Allan Kardec assim orienta: a obsessão é uma influência de um espírito desencarnado, malévolo, sobre um encarnado que pode ocorrer também entre encarnado para encarnado e encarnado para desencarnado. A faculdade mediúnica é para os obsessores apenas um meio de se manifestarem; na sua falta, tentarão outras maneiras para perturbarem.

Eles conseguem exercer influência sobre certas pessoas e podem se prender àqueles com que têm forma de pensar semelhante naquele momento da sua vida."

Existem médiuns que são perseguidos e passam a agir de maneira grosseira e até obscena, ficam alheios a qualquer raciocínio; quando criticados se melindram e fazem teimar com aqueles que não partilham da sua atenção.

De acordo com os ensinamentos Umbandistas, devemos repelir o obsessor da mesma maneira que fechamos nossa casa aos importunos.

Mesmo as melhores pessoas podem em algum momento ter problemas com os obsessores, mas não há pior cego do que aquele que não quer ver, e ninguém pode curar um doente que se obstina em conservar sua doença e nela se compraz.

A estudos que afirmam que pessoas obsidiadas estão semi-inconsciente (98%) enquanto que poucos ficam inconscientes (2%) ou seja, apesar da ação inoportuna existe a consciência do que está ocorrendo.

Porém, não é proibindo alguém de frequentar um centro de Umbanda que irá cessar o problema, ao contrário: ele deve entender que é o único responsável para obter o poder de resistir, o que é evidentemente mais fácil do que lutar contra sua própria natureza mediúnica.

Muitas vezes podemos observar consulentes em busca de ajuda em Terreiros, Tendas, Centros de Umbanda, que chegam com dores sem motivo, cansaço extremo, sentimentos ruins, com vontade de desistir de tudo e de todos, e muitas vezes chegando ao extremo que é a intenção do suicídio.

Todos esses fatos. muitas das vezes são ligados a obsessores, que por vezes são apenas "Espíritos Zombeteiros", que tem como finalidade desestruturar a base central de uma pessoa, para que assim possa fazer essa pessoa chegar a todos os extremos possíveis, fazendo assim poder capturar mais uma alma para legião de almas escuras perdidas, que não tem entendimento, não terá evolução e assim se tornar mais um Espírito Obsessor a atormentar.

Como disse acima, para a Umbanda não existem médiuns "possuídos" por espíritos, mas sim a influência de espíritos obsessores simples, fascinados e subjugados. Abaixo descrevo e tento explicar cada um deles:

Obsessores simples:

O médium sabe que está sob a má influência, pois tudo o que fala tem a intenção de criar obstáculos a todo tipo de comunicação. Nesta categoria podemos citar a obsessão física, que consiste nas manifestações ruidosas e obstinadas de certos espíritos através de pancadas ou outros ruídos.

Normalmente esse tipo de obsessão, e retirada através de passes de um Preto Velho ou de um Caboclo, logo após o consulente ter uma breve conversa com a Entidade. Pode ser indicado também, banhos de descarrego, defumadores em ambientes, para assim afastar o grupo que acompanha o obsessor que foi detectado no consulente pela Entidade de Luz.

Obsessores fascinados:

Produzem uma ilusão sobre o pensamento do médium que paralisa de algum modo sua capacidade de julgar seus atos. `um erro acreditar que esse tipo de obsessão pode atingir somente as pessoas simples; os mais inteligentes não estão isentos disso. A sua tática é quase sempre inspirar o médium a se distanciar de todo aquele que possa lhe abrir os olhos.

Assim, evitando a contradição, estão certos de ter sempre a razão.

Nesse tipo de obsessor, como acima também poderá ser encaminhado a um Preto Velho ou Caboclo, sendo o mais provável fazer uma sessão de "desobsessão" que pode levar entre 3 a 7 sessões, até o próprio consulente entender que a razão que ele considera correta é falha, e ele está sendo levado a isso pelo domínio de um obsessor.

Obsessores subjugados:

Paralisam a vontade do médium e o faz agir fora da sua normalidade.

Está, numa palavra, sob um verdadeiro jugo. A obsessão corporal muitas vezes tira do médium a energia necessária para dominá-lo - é preciso a intervenção de uma segunda pessoa que, agindo com sua superioridade moral, se impõe aos espíritos.

Nesse caso, o trabalho de um Preto Velho ou Caboclo vem junto com a força mediúnica de um médium de descarrego, de desobsessão e de encaminhamento, onde todos trabalham numa corrente única, para que assim faça a limpeza física, mental e espiritual do consulente obsediado.

Esses Médiuns, deverão estar preparados e desenvolvidos mediunicamente e espiritualmente, para que assim, além de desobsediar o consulente, outras Entidades de Luz, como Exus, Pombo Giras, Boiadeiros, Erês, ou qual for a necessidade no momento, possam se apresentar para fazer a busca, fazer o entendimento do espírito obsessor e o encaminhamento para o local adequado a cada um, sendo esse local para o lado do aceite ou do não aceite por parte do espírito obsessor. Caso tiver o entendimento por parte desse espírito, ele irá a planos que o levarão a luz e a evolução, caso não haja, ele será ´preso em outros planos espirituais até que entenda que deverá sim buscar a evolução espiritual para que assim tenha novas chances de buscar sempre a luz e sair da escuridão que ele mesmo sem entender, é algo que o destruirá a cada instante, levando a cada vez mais longe da evolução espiritual e dos braços do Pai Maior.

Como evitar os obsessores?

Você já deve ter conhecido pessoas que só reclamam. Neste caso, a Umbanda orienta que devemos destruir esse domínio, colocando-se em guarda com seu anjo, a ponto de a ação do obsessor sucumbir.

Nossas Entidades de Luz nos ensinam que devemos manter sempre nossos Anjos de Guarda elevados e iluminados, para que assim nos tornemos fortes e resistentes ao domínio desses espíritos da escuridão. Devemos ao menos uma vez por semana, elevar nossos pensamentos a Deus, clamar a nossos Anjos de Guarda, fazer uma oração com muita fé, e se puder acender uma vela branca, oferecendo a nosso Anjo querido, juntamente com um copo de água. Isso sempre vai nos dar forças a lutar contra esses obsessores, fechando as portas que deixamos abertas com nossos sentimentos ruins, nossas imperfeições.

Por melhor que seja o caráter de alguém, os motivos da obsessão variam, mas sua única intenção é o desejo de fazer o mal; como sofrem, querem fazer os outros sofrerem; sentem prazer em atormentar o médium e os mais próximos. Esses espíritos agem por ódio e inveja do bem; é por isso que atormentam todas as pessoas, mesmo sendo as mais honestas.

Como saber se a pessoa está obsediada?

Às vezes nos deparamos com um amigo, um ente querido, no qual temos grande apreço e vice-versa, no entanto, por mais amor que temos, por maior carinho que dedicamos, essa pessoa nos desagrada de uma maneira gratuita, de uma forma que não tem o costume fazer.

Será que pode ser um obsessor tomando conta da mente e do espírito dessa pessoa?

Com toda certeza sim.

Portanto devemos observar os seguintes itens abaixo descritos, para averiguarmos que decisão poderemos tomar, se deveremos tentar a busca de uma ajuda espiritual para sanar tal fato:

O que devemos observar em uma pessoa possivelmente obsediada:

- O propósito é o de constrangimento.

Ao tentar argumentar algo sobre o fato com a pessoa obsediada, possivelmente essa pessoa irá tentar lhe constranger, falando sobre seu estado mental, falando da sua intenção de ajuda através da Umbanda, tentando menosprezar seu modo de ver as coisas, para que assim você desista de investir tempo em busca de uma ajuda espiritual.

- Chocam o bom senso

Normalmente, ao você falar para uma pessoa obsediada, sobre uma Entidade de Luz, sobre sessões de desobsessão, entre outras formas de ajuda, a pessoa obsediada vai debater sobre sua sanidade mental, tentando deixar você com o máximo de insegurança, para que assim seja desfeita sua intenção e sua fé numa possível ajuda.

- Mudanças na comunicação (escrita, audição ou visual)

Uma pessoa Médium, já com a mediunidade bem aflorada, pode perceber um obsediado por alguns detalhes que as vezes passa desapercebido a uma pessoa não desenvolvida mediunicamente. Entre esses detalhes, a escrita de uma pessoa obsediada se torna um tanto ilegível, se vê vultos negros ou acinzentados em volta dessa pessoa, podem se ouvir sons de lamentos, falácias sem nexo ou vozes chamando por seu nome.


- Crença na infalibilidade da sua comunicação.


Nesse fato o obsediado acredita, e tenta fazer a todos acreditarem, que ele não erra, não tem falhas, não demonstra fraquezas. E pode ser observado nessa forma, pois a todo instante tenta fazer isso, sendo assim demonstrado que é superior a quem está tentando trazer ajuda, e sendo um suposto ser sem falhas, deixar a quem busca ajuda inseguro, refletindo que a pessoa ajudante sim pode ter falhado ao achar que teria um suposto obsessor atrapalhando e induzindo a pessoa obsediada.


- Ele se afasta das pessoas que podem lhe fazer advertências úteis.


Toda vez que se tenta alertar um suposto obsediado a sua condição, ele poderá, além de tentar os fatos ditos acima, se distanciar de sua presença, sempre que possível. Normalmente começará a evitar contatos com a pessoa ajudante, evitará lugares que possam ter encontros com essa pessoa, e evitará ao máximo diálogos com ela.


- Age ou fala contra sua vontade


Pode-se observar que pessoas obsediadas fazem coisas que naturalmente nunca fariam, falam coisas que não falariam. Coisas como que conduzissem sua moral a declínio, e palavras de baixo calão, mesmo sendo essa pessoa educadíssima, sem o hábito de se expressar de modo chulo.


- Ruídos e desordens acontecem ao seu redor.


Como dito acima, pode-se se distinguir um obsediado quando ao seu redor, uma pessoa preparada e desenvolvida mediunicamente, observa vultos, ouve ruídos sem nexo ou noção, e principalmente se tem uma desordem mental ao se aproximar de um obsediado.


Conselhos gerais:


Existe alguns procedimentos feitos pelas nossas Entidades de Luz, que nos ajudam a nos livrar de alguns obsessores, como já foi dito acima.  Procedimentos esses como os passes magnéticos dados por Pretos Velhos e Caboclos, descarregos, desobsessões, banhos, defumadores, etc.

Mas o que não pode faltar ao médium e a pessoa que está obsediada, é a fé e a força de vontade suficiente para tomar uma atitude. Não se pode atribuir à ação direta dos maus espíritos todo dissabor que esteja acontecendo na sua vida. Muitas vezes, os problemas são a consequência da negligência ou da imprevidência.

Também sabemos que 35% da população mundial têm experiências místicas e a medicina aceita estes fenômenos, mas não se pode descartar a possibilidade de problemas psicológicos ou psiquiátricos, onde tudo deve ser averiguado. Portanto todo cuidado é pouco, quando verificamos alguma pessoa que nos parece obsediada, as vezes pode ser outras coisas.

O que é desobsessão?

Ao constatar um obsessor em um indivíduo, e ao ser levado a presença de uma Entidade de Luz, que o ajudará a se livrar desses obsessores, será feito a desobsessão.

É natural que essa Entidade peça ao obsediado que ele busque fazer 7 passes, que têm a finalidade de limpar a sua aura e de descarregar o campo vibratório dos obsessores, tornando a desobsessão mais amena.

Essa espera de 7 semanas se faz necessária, pois afinal estamos tratando de espíritos extremamente ignorantes, que foram e são seus algozes nesta vida, tornando-se necessária uma aclimatação deles ao processo de doutrinação, que começa exatamente com as palavras dessa Entidade de Luz, demonstrando a esse obsessor que ele tem um caminho longo a trilhar na busca de paz, luz, entendimento e evolução. E que ele, o obsessor, não deverá retornar ao caminho da escuridão, e não mais perturbar os encarnados.


Contudo, muitas vezes os obsessores são milenares, e guardam com eles um enorme desejo de vingança. O ódio represado por tanto tempo precisa ser posto para fora, e eles, os obsessores, geralmente investem toda a sua fúria sobre a pessoa a quem eles ainda odeiam, podendo ser a pessoa obsediada, pois esse obsessor pode estar buscando um acerto de contas milenares com a reencarnação da pessoa obsediada.

Essa sede de vingança poderá ser demonstrada através de Médiuns de descarrego, de desobsessão ou de Encaminhamento, expressando através deles, que darão passagem a toda essa emoção contida a tanto tempo.

Preste atenção em tudo o que for dito, e entenda que eles estão se reportando a encarnações anteriores e não à encarnação atual; daí não se ofenda com as palavras chulas proferidas por eles, pois o desejo de vingança é imenso. São momentos desagradáveis, porém de extrema necessidade, pois é através desta catarse que eles terão a oportunidade de se colocar diante daqueles que eles acham ser seus algozes. À medida que os obsessores forem entendendo todo o processo de incorporação, doutrinação e seu estado atual de espírito desencarnado, o ódio vai passando, ele começa a entender que está em outro plano, em outra vida, agora desprovido de um corpo de carne.

Muitas vezes os obsessores ameaçam, xingam, esbravejam, se contorcem, porém estão contidos no campo vibratório do médium que foi muito bem desenvolvido, e está permitindo e dando passagem a todo sofrimento do obsessor, enquanto os Guias espirituais tratam dele, ou deles. Nos momentos piores ore e mantenha-se calmo, pois o seu campo vibratório está passando por uma limpeza profunda, e é de nosso interesse que isso se faça com toda precisão, em benefício seu, dos obsessores e dos médiuns que estão trabalhando.

Nossas Entidades de Luz nos alertam como deveremos nos portar diante um caso de obsessão, e como agir dentro de uma desobsessão.

Não adianta vir para a desobsessão com raiva, com pressa, ou mesmo com os nervos à flor da pele; afinal, o dia da libertação de ambos está mais próximo do que nunca.

No dia marcado pela Entidade de Luz para o início da desobsessão, o irmão que deseja a ajuda para se livrar desses obsessores também precisa se preparar. Sabemos que não é fácil para você, que desconhece grande parte desse processo obsessivo, com raras exceções. Nesse dia, se prepare com paciência e amor, pois será a grande oportunidade de resgate cármico. Para que tudo dê certo, observe os seguintes comportamentos:

Não comer carne;
Não beber bebidas alcoólicas;
Não praticar atos sexuais 24 horas antes;
Manter-se sereno antes e durante a desobsessão;
Procurar compreender o sofrimento do obsessor;


Não se apavorar com as colocações dos obsessores, as vezes eles já o/a conhecem há muitas encarnações;

Confiar em Deus e ter extrema fé na Entidade de Luz responsável, assim como nos Médiuns de descarrego, desobsessão e Encaminhamento.

Fazer as limpezas necessárias e pedidas pelas Entidades de Luz, como banhos de descarrego, defumações no lar.

Não se esqueça de mudar de atitude no seu cotidiano, pois se seus erros não forem sanados, você atrairá novos "companheiros" para sua jornada.

Lembre-se os maus sentimentos deixam portas abertas a obsessores. Portanto se livre da inveja, da maledicência, da prepotência, do ódio, e de todos sentimentos ruins que podemos facilmente nos livrar, bastando apenas usar o que Jesus nos ensinou, que é usar o AMOR.




quinta-feira, 12 de julho de 2018

CABOCLOS, ESSES MARAVILHOSOS ORIXÁS


São os nossos amados Caboclos os legítimos representantes da Umbanda, eles se dividem em diversas tribos, de diversos lugares formando aldeias, eles vem de todos os lugares para nos trazer paz e saúde, pois através de seus passes, de suas ervas santas conseguem curar diversos males materiais e espirituais. A morada dos caboclos é a mata, onde recebem suas oferendas, sua cor é o verde transparente para as Caboclas e verde leitoso para os Caboclos, gostam de todas as frutas, de milho, do vinho tinto (para eles representa o sangue de Cristo), gostam de tomar sumo de ervas e apreciam o coco com vinho e mel.

Existem falanges de caçadores, de guerreiros, de feiticeiros, de justiceiros; são eles trabalhadores de Umbanda e chefes de terreiros. As vezes os caboclos são confundidos com o Orixá Oxossi, mas eles são simplesmente trabalhadores da umbanda que pertencem a linha de Oxossi, embora sua irradiação possa ser de outro Orixá.

A sessão de caboclos é muito alegre, lembra as festas da tribo. Eles cantam em volta do axé da casa como se estivessem em volta da fogueira sagrada, como faziam em suas aldeias. Tudo para os caboclos é motivo de festa como casamento, batizado, dia de caçar, reconhecimento de mais um guerreiro, a volta de uma caçada.

Assim como os Preto-velhos, possuem grande elevação espiritual, e trabalham "incorporados" a seus médiuns na Umbanda, dando passes e consultas, em busca de sua elevação espiritual.

Estão sempre em busca de uma missão, de vencer mais uma demanda, de ajudar mais um irmão de fé. São de pouco falar, mais de muito agir, pensam muito antes de tomar uma decisão, por esse motivo eles são conselheiros e responsáveis.


Os Caboclos, de acordo, com planos pré-estabelecidos na Espiritualidade Maior, chegam até nós com alta e sublime missão de desempenhar tarefa da mais alta importância, por serem espíritos muito adiantados, esclarecidos e caridosos. Espíritos que foram médicos na Terra, cientistas, sábios, professores, enfim, pertenceram a diversas classes sociais, os Caboclos vêm auxiliar na caridade do dia a dia aos nossos irmãos enfermos, quer espiritualmente, quer materialmente.

Por essas razões, na maior parte dos casos, os Caboclos são escolhidos por Oxalá para serem os Guias-Chefes dos médiuns, ou melhor, representar o Orixá de cabeça do médium Umbandista (em alguns casos os Pretos-Velhos assumem esse papel).


A denominação "caboclo", embora comumente designe o mestiço de branco com índio, tem, na Umbanda, significado um pouco diferente. Caboclos são as almas de todos os índios antes e depois do descobrimento e da miscigenação.

Constituem o braço forte da Umbanda, muito utilizados nas sessões de desenvolvimento mediúnico, curas (através de ervas e simpatias), desobsessões, solução de problemas psíquicos e materiais, demandas materiais e espirituais e uma série de outros serviços e atividades executados nas tendas.

Os caboclos não trabalham somente nos terreiros como alguns pensam.Eles prestam serviços também ao Kardecismo, nas chamadas sessões de "mesa branca". No panorama espiritual rente à Terra predominam espíritos ociosos, atrasados, desordeiros, semelhantes aos nossos marginais encarnados. Estes ainda respeitam a força. Os índios, que são fortíssimos, mas de almas simples, generosas e serviçais, são utilizados pelos espíritos de luz para resguardarem a sua tarefa da agressão e da bagunça. São também utilizados pelos guias, nos casos de desobsessão pois, pegam o obsessor contumaz, impertinente e teimoso, "amarrando-o" em sua tremenda força magnética e levando-o para outra região.

Os caboclos são espíritos de muita luz que assumem a forma de "índios", prestando uma homenagem à esse povo que foi massacrado pelos colonizadores. São exímios caçadores e tem profundo conhecimento das ervas e seus princípios ativos, e muitas vezes, suas receitas produzem curas inesperadas.

Como foram primitivos conhecem bem tudo que vem da terra, assim caboclos são os melhores guias para ensinar a importância das ervas e dos alimentos vindos da terra, além de sua utilização.


Usam em seus trabalhos ervas que são passadas para banhos de limpeza e chás para a parte física, ajudam na vida material com trabalhos de magia positiva, que limpam a nossa aura e proporcionam uma energia e força que irá nos auxiliar para que consigamos o objetivo que desejamos, não existem trabalhos de magia que concedam empregos e favores, isso não é verdade. O trabalho que eles desenvolvem é o de encorajar o nosso espírito e prepará-lo para que nós consigamos o nosso objetivo. A magia praticada pelos espíritos de caboclos e pretos velhos é sempre positiva, não existe na Umbanda trabalho de magia negativa, ao contrário, a Umbanda trabalha para desfazer a magia negativa Os caboclos de Umbanda são entidades simples e através da sua simplicidade passam credibilidade e confiança a todos que os procuram, nos seus trabalhos de magia costumam usar pemba, velas, essências, flores, ervas, frutas e charutos. Quase sempre os caboclos vêm na irradiação do Orixá masculino da coroa do médium e as caboclas vêm na irradiação do Orixá feminino da coroa do médium; mas, eles(as) podem vir também na Irradiação do seu próprio Orixá de quando encarnados.conhecimento químico muito grande para fazer remédios naturais.

Formas Incorporativas E Especialidade Dos Caboclos:

Caboclos De Oxum
Geralmente são suaves e costumam rodar, a incorporação acontece principalmente através do chacra cardíaco. Trabalham mais para ajuda de doenças psíquicas, como: depressão, desânimo entre outras.Dão bastante passe tanto de dispersão quanto de energização. Aconselham muito, tendem a dar consultas que façam pensar; Seus passes quase sempre são de alívio emocional. 

Caboclos De Ogum
Sua incorporação é mais rápida e mais compactada ao chão, não rodam. Consultas diretas, geralmente gostam de trabalhos de ajuda profissional. Seus passes são na maioria das vezes para doar força física, para dar ânimo.

Caboclos De Yemanjá

Incorporam de forma suave, porém mais rápidos do que os de Oxum, rodam muito, chegando a deixar o médium tonto. Trabalham geralmente para desmanchar trabalhos, com passes, limpeza espiritual, conduzindo essa energia para o mar. 


Caboclos De Xangô

São guias de incorporações rápidas e contidas, geralmente arriando o médium no chão. Trabalham para: emprego; causas na justiça; imóvel e realização profissional. Dão também muito passe de dispersão. São diretos para falar.


Caboclos De Nanã

Assim como os Pretos-velhos são mais raros, mas geralmente trabalham aconselhando, mostrando o karma e como ter resignação. Dão passes onde levam eguns que estão próximos. Sua incorporação igualmente é contida, pouco dançam.


Caboclos De Iansã

São rápidos e deslocam muito o médium. São diretos para falar e rápidos também, muitas das vezes pegam a pessoa de surpresa. Geralmente trabalham para empregos e assuntos de prosperidade, pois Iansã tem grande ligação com Xangô. No entanto sua maior função é o passe de dispersão (descarrego). Podem ainda trabalhar para várias finalidades, dependendo da necessidade. 


Caboclos De Oxalá

Quase não trabalham dando consultas, geralmente dão passe de energização. São "compactados" para incorporar e se mantém localizado em um ponto do terreiro sem deslocar-se muito. Sua principal função é dirigir e instruir os demais Caboclos.


Caboclos De Oxossi

São os que mais se locomovem, são rápidos e dançam muito. Trabalham com banhos e defumadores, não possuem trabalhos definidos, podem trabalhar para diversas finalidades. Esses caboclos geralmente são chefes de linha.


Caboclos De Obaluaiê

São espíritos dos antigos "pajés" das tribos indígenas. Raramente trabalham incorporados, e quando o fazem, escolhem médiuns que tenham Obaluaiê como primeiro Orixá. Sua incorporação parece um Preto-velho,em algumas casas locomovem-se apoiados em cajados. Movimentam-se pouco. Fazem trabalhos de magia, para vários fins.


Atribuições dos Caboclos

São entidades, que trabalham na caridade como verdadeiros conselheiros, nos ensinando a amar ao próximo e a natureza, são entidades que tem como missão principal o ensinamento da espiritualidade e o encorajamento da fé, pois é através da fé que tudo se consegue.

Assobios E Brados

Quem nunca viu caboclos assobiarem ou darem aqueles brados maravilhosos, que parecem despertar alguma coisa em nós? Muitos pensam que são apenas uma repetição dos chamados que davam nas matas, para se comunicarem com os companheiros de tribo, quando ainda vivos. Mas não é só isso. Os assobios traduzem sons básicos das forcas da natureza. Estes sons precipitam assim como o estalar dos dedos, um impulso no corpo Astral do médium para direcioná-lo corretamente, afim de liberá-lo de certas cargas que se agregam, tais como larvas astrais, etc. Os assobios, assim como os brados, assemelham-se à mantras; cada entidade emite um som de acordo com seu trabalho, para ajustar condições especificas que facilitem a incorporação, ou para liberarem certos bloqueios nos consulentes ou nos médiuns.

O Estalar De Dedos

Por que as entidades estalam os dedos, quando incorporadas ? Esta é uma das coisas que vemos e geralmente não nos perguntamos, talvez por parecer algo de importância mínima. Nossa mãos possuem uma quantidade enorme de terminais nervosos, que se comunicam com cada um dos chacras de nosso corpo. O estalo dos dedos se dá sobre o Monte de Vênus (parte gordinha da mão) e dentre as funções conhecidas pelas entidades, está a retomada de rotação e freqüência do corpo astral; e a, descarga de energias negativas.


segunda-feira, 9 de julho de 2018

DISTINÇÃO ENTRE UMBANDA E CANDOMBLÉ

Há que se entender de uma vez por todas que Umbanda e Candomblé são religiões absolutamente distintas, que guardam muito mais diferenças do que semelhanças.

É como querer comparar a religião Católica com a Evangélica. Existem semelhanças? Sim.

Assim ocorre conosco, por exemplo, os nomes de alguns Orixás, mas a forma de entendimento do que seja Orixá e principalmente a forma de culto a esses Orixás é absolutamente diferente.

Com Exu não poderia ser diferente. O Candomblé o entende como sendo Orixá ou ainda nas palavras de Pierre Verger:
“Exu é a figura mais controvertida dos cultos afro-brasileiros e também a mais conhecida. Há, antes de mais nada, a discussão se Exu é um Orixá ou apenas uma Entidade diferente, que ficaria entre a classificação de Orixá e Ser Humano. Sem dúvida, ele trafega tanto pelo mundo material (ayé), onde habitam os seres humanos e todas as figuras vivas que conhecemos, como pela região do sobrenatural (orum), onde trafegam Orixás, Entidades afins e as Almas dos mortos (eguns).”
Como a nossa discussão não diz respeito as interpretações do Candomblé, visto se tratar de outra religião, nos ateremos a Umbanda onde Exu não é Orixá. Não é Orixá porque Orixá é energia emanada de Zambi (Deus), representada na terra através das Forças da Natureza. Orixá é potencia de Luz. A Umbanda em sua dinâmica básica lida com espíritos dos mais variados graus de evolução. As entidades, guias e mentores que se apresentam nos terreiros exercem um trabalho incansável contra as forças trevosas.

A origem de qualquer coisa em uma religião tem a ver com a função dela dentro da mesma.

Na Umbanda a origem de Exu está em função da necessidade de existirem guardiões, encaminhadores e combatentes das forças trevosas. Trabalho básico da Umbanda. Por isso se diz que “Sem Exu não se faz nada”. Isso não porque Exu não deixa, porque é vingador, traíra ou voluntarioso como querem fazer pensar algumas lendas sobre Exu, mas sim porque não há como combater forças trevosas sem defesa e proteção.

Então pode vir a pergunta: “Então nossos guias (caboclos e pretos velhos) não nos protegem e defendem?” Claro que protegem e defendem, entretanto cabe a Exu o primeiro combate, o combate direto contra as energias que circulam no Astral Inferior. Esta é a especialidade de Exu, pois conhece profundamente os caminhos e trilhas desse ambiente energético. É a sua função primeira, assim como a dos Caboclos e Pretos Velhos é a de nos orientar e aconselhar.
Tudo na Umbanda é organizado, coerente e lógico.

Tendo isso em mente, um segundo mito a ser desfeito diz respeito a confiabilidade de Exu. Como disse anteriormente, Exu não é traíra! Qual a lógica de Orixá e entidades de luz o colocarem como guardião, defensor se ele fosse “subornável”, se ele não fosse confiável?

Seguindo o mesmo raciocínio outro mito que não tem base alguma é “Exu tanto faz o mal quanto faz o bem e depende de quem pede. Nós é que somos os maus na história”. Não existe “defesa” pior para Exu do que esta, pois trata-se de outra incoerência! Se uma criança sabe diferenciar o bem do mal, como Exu, conhecedor de segredos de magia, manipulador de magia, defensor, combatente de forças trevosas possa ser tão imbecil a ponto de não diferenciar o bem e do mal e o que é pior trair a confiança de Caboclo e Pretos Velhos? E ainda por cima não ter nenhum tipo de aspiração evolutiva, ou seja, ficar sempre entregue a mercê de nossa vontade nunca aspirando evoluir?

Aí vem outra pergunta:

“Mas eu fui num terreiro e disseram que o trabalho contra mim foi feito por um Tranca Ruas”.

Resposta:

O trabalho foi feito por um obsessor se passando por Tranca Ruas. Aliás, obsessor se passa por tudo, inclusive por enviado de Orixá, como Caboclo e Preto Velho.

E por que isso acontece? Por causa de médiuns invigilantes. Médiuns pouco compromissados com o Astral Superior, médiuns e dirigentes ignorantes. Médiuns e dirigentes que buscam os terreiros de Umbanda para satisfazer as suas baixas aspirações, como válvulas de escape para fazerem “incorporados” o que não tem coragem de fazer de “cara limpa”! Médiuns de moral duvidosa que gritam, xingam, bebem, dançam de maneira grotesca para uma casa religiosa e imputam a Exu esses desvarios. Caso estejam realmente incorporados estão na realidade é sofrendo a incorporação de kiumbas (que são espíritos moralmente atrofiados ou que buscam apenas tumultuar o ambiente). Nunca um Exu ou Pomba Gira de verdade irá se prestar a um papel desses.

Outro ponto que gera muita confusão diz respeito a incorporação de Exu, pois já ouvi a pergunta: “Se ele é guardião, quando está incorporado não está “guardando” nada.” Novamente a lógica e a coerência devem falar mais alto do que a ignorância e a incredibilidade.

O Exu Guardião não é o que incorpora nos terreiros. Os que incorporam são Exus de Trabalho (como eu costumo chamar), de defesa pessoal do médium. Esses Exus também participam dos trabalhos junto aos Exus Guardiões e Amparadores no combate as forças do Astral Inferior, mas os Exus de Trabalho tem um outro tipo de compromisso que é com a Banda do médium e para com a Casa a qual o médium está. Por isso respeitam o templo religioso e não induzem o médium a embriagues, algazarra ou a comportamentos chulos e deselegantes.
São espíritos de luz em busca de evolução. Que estão altamente compromissados com as esferas superiores, com os guias e protetores do médium e com toda a egrégora de luz da Casa na qual o médium está inserido. Trabalhando diretamente com esta egrégora eles auxiliam no combate e encaminhamento dos espíritos que são atraídos pela corrente de desobsessão do terreiro que fazem parte.

Entretanto, cabe lembrar, que o estágio evolutivo de Exu de Trabalho está abaixo de Caboclo e Pretos Velhos. Isso não significa que não sejam evoluídos apenas encontram-se num estágio abaixo. Sua energia é mais densa. 
Conseqüentemente a sua vibração ou energia de incorporação está mais próxima (ou mais similar) a vibração de terra, exigindo do médium um nível de elevação diferenciado do que quando vai incorporar um Caboclo ou Preto Velho ou até mesmo outro enviado de Orixá. Ou seja, quando o médium se prepara para a incorporação, ele tem que se concentrar e elevar a sua própria vibração, enquanto a entidade incorporante baixa a sua. Quanto mais evoluída for a entidade incorporante, mais sutil é a sua energia e mais exigirá do médium concentração e elevação para a incorporação.

Outro aspecto a ressaltar é que esse estágio evolutivo não impede Exu de trabalhar conjunta e harmoniosamente com entidades mais evoluídas, até porque além de trabalharem sob as suas ordens, ou seja, sob as ordens de enviados de Orixá, a questão “hierarquia” é muito bem resolvida no Astral Superior. Lá não existem “disputas” pelo “poder” ou se questiona quem “manda”. Todos estão conscientes de seus papéis e do trabalho que precisa ser realizado, além de trabalharem com um mesmo objetivo, a Caridade!

A palavra de ordem de Exu é “compromisso”! Por tudo isso ele não é e nem nunca foi traidor ou do “mal”.



HISTORIA DE XANGÔ E YANSÃ

HISTORIA DE XANGÔ E YANSÃ Vamos conhecer agora a história de Xangô, um orixá bastante sedutor, que havia sido disputado por três mulh...